Chesterton

 

 

Olá, amigos !

Bom dia, bom sábado !

Hoje quero destacar um pouco a figura e a obra do inglês G. K. Chesterton

Um pensador que sempre é mencionado aqui no Carcará.

Utilizarei como base algumas informações recolhidas no site da Sociedade Chesterton Brasil:

https://www.sociedadechestertonbrasil.org/

Essa instituição se apresenta da seguinte forma:

A Sociedade Chesterton Brasil nasceu do interesse de alguns admiradores do escritor inglês G. K. Chesterton. Pelo fato de não existir uma Sociedade Chestertoniana no Brasil, foi criado, em 2010, um site com o objetivo de reunir tudo em português sobre o escritor.

Depois de dois anos de trabalhos e contatos, foram realizados dois eventos, foi lançada a camiseta CHEsterton, a livraria virtual Chesterton Livros, e, finalmente lançamos o nosso novo site.

A Sociedade não tem fins lucrativos e é mantida através da tentativa dos editores em torná-lá autossustentavel através de projetos como a Livraria, mas também espera contar principalmente com a colaboração espontânea daquelas pessoas da sociedade que se sentem beneficiadas pelo projeto, através do enriquecimento intelectual, moral, cultural, e pelo incentivo à difusão de um dos maiores pensadores ingleses do século XX.

A Sociedade Chesterton Brasil está em diálogo com outras sociedades espalhadas pelo mundo, principalmente com a American Chesterton Society. Nosso intuíto é de cada vez mais divulgar e promover as obras de Chesterton no Brasil.

Um pouco sobre esse autor

Um dos maiores escritores do mundo nasceu em 29 de maio de 1874, Kensington, Londres. Seus pais se chamavam Edward Chesterton e Marie Louise Keith. Gilbert Keith Chesterton era um escritor profundo, caridoso e de uma inteligência honesta e brilhante. Sua irmã, Beatrice, faleceu aos 8 anos de idade, porém ele teve outro irmão, Cecil Chesterton, com quem travou calorosos debates ao longo da infância e juventude.

Apesar de possuir uma inteligência incomum, Chesterton não foi um bom aluno. Estudou no Saint Paul’s College. Péssimo aluno, um professor certa vez disse a ele: “Sabe de uma coisa, Chesterton? Se pudéssemos abrir sua cabeça, não encontraríamos o cérebro, e sim um pedaço de manteiga”. O que o professor não sabia era que aquele jovem que se sentava na última fila tinha miopia e enxergava com dificuldade.

Fortemente inclinado às letras, criou, juntamente com Bentley e Lucien Oldershaw, um grupo para estudar e debater literatura. O Junior Debating Club, como ficou conhecido, foi fundado no dia 1 de julho de 1890. O grupo rapidamente se solidificou e atingiu o número de 10 amigos. Criaram, em seguida, a revista The Debater, que teve dezoito números publicados. Em cada edição eram impressos de 60 a 100 exemplares. Em 1882, Chesterton escreveu um poema que foi muito elogiado e recebeu o prêmio Milton. Tratava-se de um poema sobre São Francisco Xavier. Frasista genial, Chesterton criava frases paradoxais que expressavam a clareza de sua compreensão do mundo. Se citássemos todas, teríamos que escrever e compilar volumosos livros. Talvez seja melhor deixá-las em seus livros, como ele as criou e as uniu.

(…)

Sua adolescência foi marcada pelo agnosticismo. “Eu era pagão aos doze anos de idade e um perfeito agnóstico aos dezesseis”.

Chesterton escreveu em sua autobiografia:

“Não me orgulho de crer no demônio, ou melhor dito, não estou orgulhoso de conhecer o demônio. Conheci-o por minha própria culpa; seguia por um caminho que, se houvesse persistido nele, poderia ter me conduzido à adoração do demônio ou o demônio sabe a quê.”

Apesar de uma fase de aridez espiritual, Chesterton não ficava contente com os discursos dos materialistas e espiritualistas, que ora criticavam o cristianismo por ser demasiado pessimista, ora o criticavam por ser muito otimista. Chesterton comentou isso no capítulo ‘Paradoxos do Cristianismo’, publicado em 1908 no livro Ortodoxia:

“O fato, porém, extraordinário era o seguinte: Eles me provavam no Capítulo 1, para minha plena satisfação, que o Cristianismo era demasiado pessimista; e depois, no Capítulo 2, começavam a me provar que ele era, em grande parte, otimista demais. Uma acusação contra o Cristianismo dizia que ele, com suas mórbidas lágrimas e terrores, impedia que os homens buscassem a alegria e a liberdade no seio da natureza. Mas outra acusação era a de que ele confortava os homens com uma providência fictícia e os situava num mundo cor-de-rosa e branco. Um grande agnóstico perguntava por que a natureza não era suficientemente bonita e por que era difícil ser livre. Outro grande agnóstico objetava que o otimismo cristão, “o manto do faz-de-conta tecido por mãos piedosas”, escondia de nós o fato de que a natureza era feia e era impossível que ela fosse livre. Um racionalista mal terminara de chamar o cristianismo de pesadelo e outro já começava a chamá-lo de falso paraíso.”

Apesar de ter sido criado no Anglicanismo, Chesterton está na fileira daqueles que — juntamente com outros grandes homens, como John Henry Newman e Henry Edward Manning — se converteram ao catolicismo através do movimento Anglo-católico.

(…)

Uma das fontes de renda da família eram os artigos que Chesterton escrevia e publicava nos jornais. Escreveu para os jornais Daily News, Illustrated London News e The New Witness. Em 1926, juntamente com seu irmão Cecil Chesterton, fundou inclusive uma revista que se chamou G.K.’s Weekly, na qual Chesterton publicava artigos sobre Distributismo. Foi neste periódico que o escritor de A Revolução dos Bichos (1945) e 1984 (1949), George Orwel, publicou seu primeiro artigo, em 1928.

Rapidamente, Chesterton ganhou destaque na Inglaterra e em outros países. Todos reconheciam nele um extraordinário talento literário. Ao longo de sua vida, escreveu mais de 80 livros (com destaque para uma biografia sobre Santo Tomás de Aquino (1933), a qual recebeu um elogio de Étiene Gilson, e outra sobre São Francisco de Assis (1923); para a novela O Homem que foi quinta-feira (1908) e para as séries de contos policiais do Padre Brown) e 4.000 artigos, além de ter proferido dezenas de conferências, inclusive no exterior. Viajou a diversos países, dentre eles Estados Unidos, Itália, Palestina, Canadá e Polônia. Em todos os países onde ia era muito bem recepcionado. “Durante uma conferência em Chicago, uma pessoa gritou que não o ouvia; Chesterton levantou os olhos e disse: ‘não se preocupe, irmão, não está perdendo nada’”.

(…)

Chesterton era um polemista nato, mas era sempre respeitoso e afetuoso com seus adversários. Não se tem relato de que seus oponentes tenham guardado mágoa ou raiva de sua pessoa. Nos debates sempre levava vantagem por sua clareza lógica ao demonstrar as incoerências dos oponentes. Tinha um humor elegante e refinadíssimo, e suas piadas causavam grandes gargalhadas na platéia. Travou discussões longuíssimas com diversos intelectuais de sua época, como Bernard Shaw, H.G. Wels, G.S. Street, etc. Tornou-se grande amigo de Hillaire Belloc, a quem estimava muito, fato que levou Shaw a apelidá-los de “monstro Chesterbelloc”.

Fazia questão de caricaturar sua aparência e pessoa. Em todas as oportunidades que podia fazer uma piada sobre sua obesidade, fazia-o. Certa vez, quando lhe pediram para deixar publicar uma caricatura sua no G.K.’s Weekly, ele autorizou com uma condição: que ele aparecesse de costas, ordenhando uma vaca. Noutra ocasião, quando uma senhora havia lhe perguntado, enquanto ele caminhava pelas ruas de Londres, por que não estava na frente de batalha, ele olhou para a senhora e disse: “se olhar bem por este lado, verá estou.”. Numa conferência Chesterton disse aos participantes: “Quero lhes assegurar de que na realidade não sou gordo; é o microfone que está me amplificando”. São muitos os relatos engraçados de sua vida.

Chesterton escreveu praticamente a respeito de tudo, e em diversos gêneros literários. De poesias a livros que podem ser considerados tratados de filosofia e, sem exagero, carregados de teologia digna dos mais profundos teólogos católicos; escreveu também contos policiais, ensaios, crítica literária, etc. Discorria facilmente sobre temas que iam desde a instituição da família e o homem das cavernas até o pensamento de Santo Tomás de Aquino. Sua erudição e versatilidade para tratar sobre diferentes temas com profundidade é característica de sua mente genial. Além de apresentar argumentos racionais e lógicos, Chesterton recorria a paradoxos e ao humor para expor a ortodoxia. Suas obras foram traduzidas – e ainda são – para diversos idiomas, dentre eles, francês, alemão, holandês, checo, polaco, espanhol, italiano e hebreu. Até na Rússia é possível encontrar admiradores de Chesterton.

Além de ter escrito biografias de santos e ter feito desenhos de ilustração para seus próprios livros, Chesterton ainda marcou a literatura policial com a criação do detetive Pe. Brown. O fato mais curioso é que ele se baseou num personagem real, o sacerdote John O’Connor, do qual era grande amigo.

(…)

Uma de suas obras mais importantes — e que está traduzida para o português — é Ortodoxia, publicada em 1908. Nesse livro-resposta, Chesterton rebate a crítica de G.S. Street, que o havia desafiado a expor ‘sua filosofia’.

“Este livro foi escrito para ser lido como complemento a Heretics [Hereges] e mostrar o lado positivo além do negativo. Muitos críticos se queixaram daquele livro dizendo que ele simplesmente criticava as filosofias correntes sem oferecer nenhuma filosofia alternativa. Este livro é uma tentativa de responder a esse desafio. Ele é inevitavelmente afirmativo e, por isso mesmo, inevitavelmente autobiográfico.”

Ortodoxia (1908) é uma defesa rigorosíssima e inteligente da ortodoxia. Chesterton a escreveu antes de ingressar no grêmio da Igreja Católica. Nessa obra eterna ele expõe a incoerência do pensamento moderno e a confusão mental desses pensadores.

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Um ótimo sábado a todos !

 

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  • lord hope 23/02/2019 at 07:26

    FIRST!

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  • Sir Scemo 23/02/2019 at 08:02

    Bom dia confrades,

    Parabéns pelo tópico.

    Interessante trazer tópicos sobre pensadores. Apesar de ser dito que Chesterton é um autor comentado aqui, eu nunca li suas obras.

    A partir do tópico me parece que ele em juventude foi agnóstico teísta; sendo agnóstico alguém que não afirma conhecer a existência de um Deus. Não saber é diferente de não crer.

    Talvez daí a aparente contradição que ele diz em:

    “Um grande agnóstico perguntava por que a natureza não era suficientemente bonita e por que era difícil ser livre. Outro grande agnóstico objetava que o otimismo cristão, “o manto do faz-de-conta tecido por mãos piedosas”, escondia de nós o fato de que a natureza era feia e era impossível que ela fosse livre.”

    Deste trecho eu vejo apenas buscas por justificação (conhecimento, gnose) para crenças teístas.

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  • miltin 23/02/2019 at 08:05

    Sobre teísmo, natureza e liberdade, permitam-me colar um pequeno texto meu.

    O QUE É ACREDITAR EM DEUS, HOJE

    O diálogo de surdos surgido a propósito do ensino do criacionismo nas escolas americanas mostrou que alguns conceitos fundamentais precisam ser relembrados, e outros, revistos. Mas o que afinal está em jogo ? Não simplesmente a discussão do currículo escolar – de um pequeno trecho de uma dada matéria -. Não. A celeuma, afinal, não é nova. Reaparece apenas, agora sob nova roupagem. Por trás e ao fundo de várias questões relacionadas, permanece esta : o que existe primariamente ? Existe Deus ? Não existe Deus ? Existe algo além da matéria ?

    As perspectivas ontológicas de grande parte dos cientistas e pessoas céticas ou agnósticas mantêm uma unidade, uma premissa básica. A chave comum delas é assumir que tudo o que existe estaria submetido a leis físicas. O comportamento de tudo quanto há estaria sempre submetido a leis, leis naturais. Tais leis seriam, todas, impessoais, resultantes das condições iniciais do universo. Chamemos tal postura de Ontologia da Lei Natural. E é aí já que está o axioma improvável. Essa ontologia, assumida tácita ou expressamente (sim, todos têm uma ontologia, consciente ou não), choca-se frontalmente com os dados da experiência humana.

    De fato, a constatação imediata da existência da liberdade humana contradiz, incontáveis vezes por dia, a ontologia da lei natural, subjacente da grande classe de explicações não religiosas. A liberdade humana que falamos aqui não é a liberdade política. Do que se fala é a liberdade ontológica, da capacidade humana de decidir, de fazer escolhas, escolhas de vida e escolhas pequeninas do cotidiano. Essa capacidade de fazer escolhas, a liberdade humana, está fora do campo de explicação das pessoas que adotaram aquela Ontologia da Lei Natural. Qualquer conceito de liberdade, na ontologia da lei natural, recai inevitavelmente numa espécie de ficção, porque nenhuma liberdade poderia contrarias as leis das partículas, afinal, nessa ontologia da lei natural.

    Vamos esclarecer um pouco mais essa dicotomia: Ontologia da Lei Natural X Ontologia da Liberdade. Toda a experiência humana é carregada da noção de que podemos fazer escolhas. No cotidiano, fazemos diversas escolhas com a maior simplicidade, o que comer, como trabalhar, o que conversar, o que fazer, enfim. Numa perspectiva maior, escolhemos também os principais passos de nossa vida, quem namoramos, a nossa profissão, se nos esforçamos ou não, se nos dedicamos a alguém, ou não, o que estudamos, os nossos lazeres. O rol é imenso. Evidente que diversos fatores externos influem na nossa decisão, inclusive radicalmente, como no caso de acidentes cerebrais que impedem a livre manifestação. Mas ninguém há de negar que boa parte do nosso caminho na vida foi por nós escolhido, e, grande parte do nosso futuro depende das nossas escolhas ao longo do caminho. Se alguém nos disser que nenhum fato de nossa vida dependeu de escolhas nossas, simplesmente sorriremos e balançaremos nossas cabeças compassivamente.

    Ora, tal não é o que espera a Ontologia da Lei Natural, adotada expressa ou tacitamente pelos céticos e agnósticos de variada espécie. Nessa, não há espaço para escolhas. A liberdade humana seria mera ficção, resultado da complexidade dos mecanismos cerebrais, em conjunto com os fatores ambientais. Seriam, afinal, os átomos, ou antes, as partículas ou cordas em suas forças cegas, os senhores de toda a ação. Nenhuma escolha humana poderia haver que pudesse contrariar o caminho inexorável traçado pelas equações, embora essas equações fundamentais ainda não tenham sido descobertas.

    Há diversas equações para descrever o comportamento dos constituintes fundamentais, mas nenhuma delas inclui um fator livre para compreender o mundo. Nessa Ontologia da Lei Natural o mundo seria totalmente compreensível tão somente por meio de equações em que seus elementos conteriam causas e efeitos determinados. Partindo de um estado inicial (provavelmente o Big Bang), e conhecendo tais equações, o futuro completo do Universo estaria esquadrinhado. Mesmo que essas equações contenham elementos probabilísticos, não fogem à classificação aqui estabelecida de não reconhecer um fator livre. Ninguém atuaria no desenrolar automático da matéria. Mesmo porque, ninguém não existe, existem partículas e forças que atuam sem saber…

    Trata-se, a Ontologia da Lei Natural, na verdade, de uma tradição cultural, até compreensível sociologica e historicamente. Mas é apenas tradição cultural, resultado de um axioma suspenso no ar, o axioma do império da lei natural. Os partidários de uma ontologia da lei natural, na sua prática, adotam o método científico ao procurar comprovações experimentais das teorias, mas em sua ontologia ferem de morte esse mesmo princípio experimental ao filiar-se, consciente ou inconscientemente, a uma noção que contraria frontalmente os dados da experiência humana mais prosaica, a capacidade de fazer escolhas. Se são muito zelosos de um lado, relaxam espantosamente do outro. Nenhum motivo racional ou empírico há que impeça que uma ontologia do humano, uma ontologia da consciência ou uma ontologia da liberdade, seja teorizada e estudada, a não ser as amarras sociológicas da tradição cultural da Ontologia da Lei Natural.

    Não obstante essa descrição até aqui feita do modelo mais típico da compreensão científica, é importante ressaltar que há muitos trabalhos que fogem ao padrão. Muitos físicos conceituados exploram a mecânica quântica para introduzir alguma compreensão sobre a relação entre mente e matéria. Mas o que queremos demonstrar nesse artigo é que, independentemente de uma teoria explicatória, é fato incontestável, imediato e óbvio, que possuímos a capacidade de fazer escolhas. O que precisa ficar claro e evidente são dois pontos: a liberdade é fato, e é incompatível com a Ontologia da Lei Natural.

    Uma experiência mental permite esclarecer o contraste. Digamos que em 1 milhão de anos a ciência tenha evoluído extraordinariamente. Toda a biologia e todo o funcionamento do cérebro tenha sido desvendado. Então seria possível colocar todos os dados de determinado sujeito, incluindo genéticos, ambientais, históricos, etc, dentro de um supercomputador. E o supercomputador poderia prever todo o comportamento futuro do sujeito estudado. No entanto, nesse ambiente de Ontologia da Lei Natural, o sujeito estudado poderia, ninguém pode duvidar, pegar o relatório gerado pelo computador e reescrevê-lo simplesmente para contrariá-lo. Está furada a previsão, simplesmente pela vontade do sujeito de contrariá-la. Esse pequeno experimento mental permite realçar a dicotomia fundamental entre a Ontologia da Lei Natural e a Ontologia da Liberdade. Realça, se necessário fosse, a faticidade da liberdade como ente separado do mundo regido por leis impessoais.

    É preciso, pois, uma Ontologia da Liberdade. É preciso, em respeito à razão e à experiência, asseverar que ao lado do mundo automático das partículas, existe a dimensão da liberdade, seja lá como for. Há. Existe. É palpável. Uma tal constatação é mais imediata e concreta que qualquer dos passos indutivos de teorias profundas sobre o comportamento da matéria. De tal modo que não podemos explicar o que é claro pelo que é menos claro. Precisamos muito estudar a matéria, como tem sido feito, e isso é um grande valor. Mas precisamos, mais ainda, conhecer a dimensão propriamente humana, a dimensão da liberdade e da consciência, irredutíveis que são às equações impessoais determinísticas ou probabilísticas.

    Acreditar em Deus, hoje, para mentes rigorosas, é conceber um conhecimento rigoroso acerca da dimensão extra-mecânica da existência, da dimensão que extrapola o automatismo das leis naturais, a dimensão do espírito humano. Esse conhecimento rigoroso também estabeleceria leis, não leis naturais impessoais, mas leis éticas. Tal é a realidade: matéria submetida a lei natural e espírito submetido a lei ética. E resta claro que uma estrutura ética universal, ontologicamente existente, tem como pressuposto e condição o elemento divino, isto é, a própria superestrutura consciencial.

    Um conhecimento rigoroso da experiência consciencial terá como matéria de estudo, também, as religiões e suas descrições aproximativas desse elemento divino e sua relação com o humano. Essa fenomenologia é demasiado muit-presente para que pudesse ser preguiçosamente desconsiderada.

    A afirmação da vida e da consciência humana como dimensão fática separada da matéria regida pela lei natural, além de coerente com os dados da experiência pessoal de cada um – e, também, com o conceito filosófico de Deus- , é coerente com o sentido íntimo de existir e com o valor exultante da existência, que aparece tão claro nos episódios mais bonitos da história da humanidade.

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    • Sir Scemo 23/02/2019 at 08:30

      Miltin,

      Parabéns pelo texo.

      Eu relação ao agnóstico é bom diferenciar agnóstico de ateu; o primeiro está relacionado a conhecimento, o segundo a crença.

      Para exemplificar, digamos que alguém aqui escreva que tem 3 metros de altura.

      Eu não iria saber se é verdade nem acreditar. Não teria “gnose” nem crença.

      Se por outro lado alguém diz que tem 1.8 metros de altura.

      Eu não iria saber se é verdade mas acreditaria. Continuaria sem “gnose” mas teria uma crença.

      A questão da liberdade que você traz é muito interessante. Nossa liberdade, se é que a temos, está limitada a alguns fatores externos, isso é fato. Por exemplo, existem casos de pessoas que apresentam mudança brusca de personalidade após um dano ao cérebro.

      Quanto ao experimento mental que você propõe, eu poderia argumentar que o computador, conhecendo o sujeito, já teria previsto como ele reageria ao relatório, e o relatório incluiria de alguma forma essa reação.

      Inclusive vejo uma relação desse seu experimento mental com a idéia de livre-arbítrio e onisciência de Deus.

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      • lord hope 23/02/2019 at 09:14

        todo isso está implicito no teste de turing

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        • Sir Scemo 23/02/2019 at 12:10

          Um último aprofundamento. Esse experimento mental proposto consiste na criação de um sistema no qual o resultado final sempre contraria a previsão.

          É como dizer: “esta afirmação é falsa”

          Este experimento mental não implica que o determinismo não é verdade. Ele apenas mostra que estando dentro de um sistema fechado, um elemento não é capaz de prever o futuro, pois ao fazer parte do sistema ele influi sobre o futuro desse.

          Para um elemento fora deste sistema a capacidade de previsão se mantém. Imagine um segundo computador, externo ao sistema inicial, que gerasse uma previsão do que ocorreria após o sujeito ler o primeiro relatório. Esta segunda máquina, conhecendo o efeito do primeiro relatório sobre o sujeito, preveria a sua ação corretamente.

          O primeiro sistema é deterministico. O erro está em posicionar o observador, gerador de previsões, dentro desse sistema.

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          • miltin 23/02/2019 at 17:34

            Um universo determinístico significaria que vc não precisaria sair da cama a cada manhã, vc não poderia alterar um milímetro de seu futuro. Ora, a experiência imediata de cada um de nós é a presença da liberdade, o que contraria frontalmente a ontologia da lei natural. Se a liberdade fosse ficção, ao sabermos disso, quedaríamos inertes.

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            • Sir Scemo 23/02/2019 at 20:23

              Um universo deterministico significa que um observador EXTERNO, conhecendo as condições iniciais, pode derivar as condições finais daquele universo.

              Se você se coloca dentro desse universo, você não é mais um observador, mas sim parte desse universo. Então o conhecimento sobre você também é necessário à previsão.

              Volte ao meu exemplo da pessoa que muda de personalidade após um dano ao cérebro (fato clínico já registrado). A pessoa não tem liberdade sobre escolher se acidentar, afinal é um acidente. Uma vez acidentado, é fato, que sua personalidade mudou, então ele escolheu mudar de personalidade, ou foi deterministicamente forçado a tal?

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              • Sir Scemo 23/02/2019 at 20:26

                O acidentado talvez defenda a idéia de que aquele novo ser é ele, e que suas escolhas são livres. Mas ele é parte daquele sistema. O médico, como observador externo, sabe o que aconteceu ao cérebro e pode determinar a consequência em termos de comportamento do acidentado.

                Claro que biologia não é matématica, mas é apenas um exemplo.

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                • miltin 03/03/2019 at 05:30

                  A mudança de personalidade após dano cerebral tem incontáveis fatores a considerar, inclusive o óbvio de que o meio de expressão afeta a própria expressão. As correlações estatísticas não são necessariamente causas, e muito menos, as ocorrências não correlacionadas estatisticamente, como esse caso de Phineas Cage (aliás, hiper-multi-citado, uma caso anedótico, isto é, excepcional, e já serve como paradigma ou suposta lei natural).

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          • miltin 03/03/2019 at 05:26

            A retroalimentação não altera a previsibilidade. O computador externo ao sistema homem+meio deveria prever o comportamento, e sabemos, na prática, que não consegue.

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      • PapiranteSalg 23/02/2019 at 12:26

        Leia Chesterton que você perceberá a loucura que é o agnosticismo. Se fossemos levar o agnosticismo a sério terminaríamos por destruir completamente o pensamento e a possibilidade de conhecer qualquer coisa.

        Nesse sentido o ateísmo é muito menos prejudicial que o agnosticismo, apesar de ele limitar nossas possibilidades de uma forma que o catolicismo não faz, uma vez que o ateu é impossibilitado de aceitar o mistério e seguir adiante. E isso porque o ateu pode afirmar algo, mas não o agnóstico.

        Como muito bem coloca o Chesterton: “Todo argumento se inicia com um dogma infalível.”

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        • Sir Scemo 23/02/2019 at 12:41

          Mas pelo menos do significado literal temos o seguinte:

          Agnóstico: aquele que não afirma conhecer. “A” de negação, “gnoses” de conhecimento.

          Ateu: aquele que não afirma acreditar em pelo menos um Deus. Novamente, “a” negação, “teísmo” divindade.

          Do meu ponto de vista leigo, eu seria um agnóstico ateu, ou seja, não afirmo conhecer uma verdade, e não creio na existência de um Deus.

          Uma outra pessoa poderia ser um agnóstico teísta, que talvez levaria a uma mistura de esoterismo e misticismo.

          E tería ainda o gnóstico teísta, que levaria ao dogma de uma religião.

          Mas como falei realmente não li Chesterton. E meu comentário é baseado apenas em minha visão leiga.

          A “não afirmação” é uma reação e não uma ação, e representa uma postura de cautela, seja ela relacionada ao conhecimento ou à crença.

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          • Sir Scemo 23/02/2019 at 12:53

            “E isso porque o ateu pode afirmar algo, mas não o agnóstico.”

            Novamente, de minha interpretação, o ateu não afirma. Eu sou ateu em relação a todas as divindades. As pessoas aqui são ateias em relação a todas menos uma.

            O gnóstico sim faz afirmações, diz conhecer algo. Um gnóstico ateísta, afirmaria conhecer que Deus não existe. Mas esta, sinceramente, não acho que seja uma postura comum.

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          • PapiranteSalg 23/02/2019 at 16:54

            O agnosticismo é a filosofia que afirma que a razão humana está reduzida à consideração dos fenômenos, ou seja, só das coisas perceptíveis e pelo modo como são perceptíveis. A razão humana não tem aptidão para transpor esses limites e portanto, o intelecto é incapaz de penetrar a região das essências das coisas, o “em si” dos entes. Daí que segundo essa filosofia o conhecimento de qualquer verdade pela razão é impossível porque ela é incapaz de alcançar a essência de qualquer coisa.

            Isso é simplesmente loucura. É a destruição do pensamento.

            A postura do agnóstico em relação a Deus é apenas a aplicação dessa filosofia no âmbito teológico, pois, não é dado à razão elevar-se a Deus, nem conceder-lhe a existência, nem mesmo por intermédio dos seres visíveis. Portanto, Deus não pode ser de maneira alguma objeto direto da ciência e na história não pode servir de assunto histórico.

            E o ateu afirma sim, ele afirma: Deus não existe. Não é uma dúvida, é uma certeza. Ateísmo é a negação da existência de uma divindade. O agnosticismo é a dúvida da existência de uma divindade por conta da incapacidade da razão humana de alcança-lo.

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            • Sir Scemo 23/02/2019 at 19:23

              O ateu não afirma, ele simplesmente não crê. Eu não afirmo que Deus não existe, eu não creio que exista porque me parece pouco provável.

              Não posso discutir agnosticismo porque simplesmente me referi ao sentido literal da palavra. Desculpe se o uso correto é outro.

              Mas do que você falou sobre agnosticismo, eu não vejo a impossibilidade de conhecer a verdade como anulação de todas as formas de conhecimento.

              Existem graus de verdade, ainda que a verdade em si não possa ser conhecida, você pode conhecer “verdades parciais”. Em ciência vemos isso todo o tempo, as teorias novas não anulam as predecessoras, mas sim ampliam o seu espectro de aplicação sem nunca fornecer uma explicação final (verdade em si).

              Acho que essa nossa discussão teria que iniciar em questões anteriores relacionadas a realidade, conhecimento, mas não temos espaço aqui para tanto aqui hehe então melhor parar por aqui.

              Obrigado pela discussão até aqui de qualquer forma.

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  • lord hope 23/02/2019 at 08:41

    Chesterton eu li , confesso, quando em minha juventude de devorador de livros extremamente pobre não havia nada mais a ler e cairam em minhas mãos uma coletânea das histórias de father brown. Nunca foi um autor que me arrebatasse, mas pela sua inteligência e prolixidade há de concordar qualquer um que ele é um dos grandes da literatura ocidental, apesar de meu gosto literário me levar para shaw, huxley e orwell, e minhas raizes lusas me levarem à pessoa, anjos, eça e drummond.

    Houveram muitos pensadores nos “tempos antigos” , todos com algo a dizer, mesmo quando o que diziam não concordasse com o que cada um sente ou vivencia – um completo contraste com a nossa moderna sociedade em que os expoentes se expressam pelas pernas, sejam modelos ou jogadores de futebol, ou por uma linguagem chula e parcamente pontilhada de inteligência, um pouco inferior aos rudes gestos de nossos primos, os primatas selvagens…

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  • lord hope 23/02/2019 at 08:49

    quanto à religião, eu acho que como sexo deve ser algo restrito ao nucleo familiar.
    Posso estar ate ofendendo alguns por dizer isso, perdoem-me antecipadamente por isso, mas odeio quando ligo a televisão e me deparo com um religioso iletrado declamando trechos decorados da biblia ou outro livro, e agindo de forma diametralmente oposta ao que ela prega.
    Impor qualquer coisa deveria ser proibido nas escolas e em tudo que envolvesse recursos públicos. Não posso odiar ver um professor dizer a meu filho que sexo é bom com qualquer um, ou mandando ele passar a mão na genitália de outro, e ao mesmo tempo maravilhar-me com alguém lhe dizendo que o deus dele é melhor que o do outro, ou que a igreja tal é melhor que a outra.

    São assuntos exclusivamente familiares, educação é um dever da familia, seja ela moral, civica ou religiosa, a escola só deve dar instrução formal.

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    • Rodrigo 23/02/2019 at 09:39

      Diferenciar educação, conhecimento e decoreba.
      A escola atual, faz propaganda da primeira mas trabalha a terceira.

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    • Johnnyboy 23/02/2019 at 09:48

      Deborah Duprah curtiu…

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    • Cesar 23/02/2019 at 16:12

      “Não posso odiar ver um professor dizer a meu filho que sexo é bom com qualquer um, ou mandando ele passar a mão na genitália de outro, e ao mesmo tempo maravilhar-me com alguém lhe dizendo que o deus dele é melhor que o do outro, ou que a igreja tal é melhor que a outra.”

      Desculpe-me, mas seu senso de proporções está “descalibrado”. Comparar essas situações e estabelecer um juízo de valor paritário é forçar demais a barra.

      0
      • Cesar 23/02/2019 at 16:23

        “Impor qualquer coisa deveria ser proibido nas escolas e em tudo que envolvesse recursos públicos”.

        Educar é selecionar aquilo que deve ser passado às próximas gerações, conforme algum critério de utilidade. Todo ensino impõe algo, é da sua natureza. A questão é: o ensino deve limitar-se aos achados científicos? Deve ir além e questionar filosoficamente coisas para as quais não temos resposta? Deve conter orientações éticas para a vida?

        Se o ensino deve ser tão restrito, nem mesmo poderiam ser mencionadas as conclusões evolucionistas da formação e desenvolvimento do universo, da Terra e das espécies. Isso é especulação teórica filosófica que foge muito aos limites estreitos de experimentos científicos.

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        • Sir Scemo 23/02/2019 at 16:57

          O ensino em escolas vai além de achados científicos. Eu estudei no interior, cidade de 40 mil habitantes, e tínhamos aula de filosofia por exemplo. Vai-se além e questiona-se em escolas.

          Acho que dentro do critério de utilidades, existem aquelas que são comuns a todos, como aprender a ler por exemplo, a fazer uma conta. Acho que todas as escolas deveriam ter essa base mínima, provavelmente têm. O que for além disso deveria ser uma opção da escola, e a família deveria escolher se quer que o filho seja apresentado àquele contéudo cuja a utilidade é mais subjetiva (escolhendo onde matricular o filho).

          A questão evolucionista que você comenta não tem nada de “especulação teórica filosófica”. Teoria em termos científicos não é só uma idéia, é algo que foi posto a prova e testado continuamente. Não significa que é uma verdade, mas significa que a cada teste o teor de falsidade foi reduzido. Cada teste superado é um passo a mais no sentido da teoria ser verdade. Então, é natural que esteja no centro do que é útil.

          Em tempo, concordo contigo quanto à desproporção entre ensino de questões de sexualidade e religião. Mas acho que o ponto era, por exemplo, de que você talvez não gostaria que fosse ensinada uma religião que não é a sua aos seus filhos.

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          • Sir Scemo 23/02/2019 at 17:04

            Aqui mesmo se discute a infiltração em Igrejas, então na verdade não precisa ser nem ensinar uma Religião diferente o problema. Será que se sentiria confortável de delegar a qualquer um o ensino de Religião ao seu filho.

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          • Cesar 23/02/2019 at 17:21

            Elenque aqui conclusões DIRETAS derivadas pesquisas científicas e tente fazer a correlação com a explicação do surgimento do universo. Para sair do âmbito restrito e imediato das conclusões em qualquer pesquisa e partir para a explicação da origem do universo, das eras e das espécies você já terá saído e muito do âmbito do método científico. Usar de dados restritos e partir para abstrações nessa escala é especulação teórica filosófica acerca do cosmos. Usar de dados científicos para fazer isso não retira o caráter especulativo filosófico; todo filósofo também parte de dados para suas teorias. A única diferença para a metafísica aristotélica é que ele usava utilizava dos dados diretamente colhidos pelo seu intelecto e trabalhados racionalmente, os cientistas usam de tecnicas avançadas de controle da matéria para perscrutar a ordem permanente por trás dos eventos (leis naturais) e partirem desses dados para formulação teórica. Existem graus de abstração na formulação teórica e a explicar da origem do universo e das espécies está em um grau tão alto e tão distanciado das conclusões primárias que se torna especulação filosófica cósmica. Não estou desmerecendo a especulação filosófica, que, muitas das vezes, é superior à cegueira embasada no materialismo restrito do método científico.

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            • Sir Scemo 23/02/2019 at 18:01

              Cesar, as conclusões diretas que você questiona.

              1. O desvio para o vermelho das galáxias. Quanto mais distante a galáxia mais acentuado esse efeito. Isso significa que o universo está em expansão, o que SUGERE que no passado era menor. No limite, você ESPERARIA que esse processo tenha se iniciado a partir de um único ponto.

              2. Radiação cósmica de fundo (evidência mais forte que existe). Usando o modelo do Big-Bang foi prevista em 1948 e verificada em 1965.

              Não vou continuar enumerando. O modelo acho que mais aceito hoje é um modelo inflacionário. Não uma explosão como o Big-Bang talvez faça pensar, mas algo como um balão sendo inflado e aumentando de tamanho de forma imensamente rápida.

              Me parece que você não conhece tão bem quanto pensa o metódo científico. Se você realmente quiser conhecer mais sobre as evidências que suportam o que é defendido cientificamente em termos da origem do universo, tem um livro legal chamado “A universe from nothing” de Lawrence Krauss.

              Novamente, não estou dizendo que porque é científico é verdade. Estou dizendo que sendo científico ao menos foi testado. Se isso não prova a verdade, ao menos reduz o teor de falsidade. Por exemplo, algo que foi testado 100 vezes de diferentes formas é mais verdadeiro do que algo que nunca foi testado.

              Tirar dados do intelecto como você sugere Aristotéles faz não tem nada a ver com o metódo científico. Na verdade, metódo científico não lida sequer com questão metafísica.

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              • Cesar 23/02/2019 at 18:19

                Explicação da origem do universo é exercício metafísico. Pouco importa se lá no início partiu de dados derivados do método científico ou colhidos diretamente pelo intelecto. Materialistas cientificistas menosprezam a capacidade intuitiva do intelecto humano e por isso caem em afirmações e teorias loucas. Nós inteligimos diretamente verdades universais que nenhum método científico por si é capaz de trazer à tona. Só de olhar o tópico 1 já dá para perceber que você não sabe separar bem abstração teórica de hipótese. O tópico 1 é um festival de hipóteses e conjeturas que conta com abstrações extremamente universalizadas, derivadas da inteleccão direta pela mente humana (típico da especulação filosófica), sem intermediação do método científico. Faça o exercício que te disse do silogismo, logo abaixo.

                0
              • PapiranteSalg 23/02/2019 at 18:23

                “Na verdade, metódo científico não lida sequer com questão metafísica.”

                Sem querer te desmerecer, mas isso que você está afirmando é um absurdo.

                Método científico está totalmente relacionado com metafísica. Sem metafísica é impossível o método científico, pois, suas premissas se originam dela. O método científico é consequência de inúmeras discussões filosóficas e metafísicas. Separar o método científico dela é amputar a ciência.

                0
                • Sir Scemo 23/02/2019 at 19:01

                  Não vejo como desmerecimento, e também espero que eu não esteja parecendo agressivo. Apenas me empolgo com a discussão.

                  Eu discordo. Metódo científico trata de quetões físicas, pois a base é a capacidade de realizar um experimento e reproduzí-lo posteriormente. Portanto, eu poderia até ir além e falar que ele nem sequer fala de verdades no sentido absoluto. Só trata de apostas com alta probabilidade, pois tem a reprodutibilidade atrelado a ele.

                  0
        • PapiranteSalg 23/02/2019 at 17:18

          Evolução das espécies é apenas um devaneio gnóstico.

          Leia um livro chamado Guia Politicamente Incorreto da Ciência e verás que a evolução nem pode ser qualificada como tese, pois, não atende a esses requisitos. Pode-se enquadrá-la no máximo como hipótese.

          Mas falar isso é chocar consciências made in super interessante.

          Já sei que vai vir o mimimi agora.

          0
          • Cesar 23/02/2019 at 17:25

            Justamente. Esse é o ponto. Costumo sempre criticar esse aspecto. Basta saber diferenciar dado concreto, teoria e hipótese para perceber em que patamar se situa o evolucionismo e o materialismo universal. Não passa de conjetura, hipótese e especulação cósmica.

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          • Sir Scemo 23/02/2019 at 17:31

            Não entendi a diferenciação que você trouxe. Em ciência não existe tese. Existem hipóteses, suposições razoáveis a partir de observação. A medida que esta hipótese é testada diversas vezes e não refutada, ela passa a ser uma teoria.

            Hipótese é o mínimo, qualquer coisa pode ser hipótese. Então dizer que evolução é no máximo uma hipótese não faz o menor sentido.

            Evolução das espécies não é um devaneio. É uma teoria. Diga a qual teste ela falhou e você poderá questioná-la como teoria.

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            • Strike 23/02/2019 at 17:59

              Encontram tudo nos fósseis, menos o elo perdido.

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              • Sir Scemo 23/02/2019 at 18:06

                E nunca vai ser encontrado, pois evolução é um espectro continuo. Você tem dois pontos digamos, A e B. Entre eles um continuum de variações.

                A questão é que se entre A e B temos um espaço, quando encontramos algo que pertence a este espaço, quem não acredita fala: ahh agora você tem dois espaços.

                De A até o ponto encontrado. E do ponto encontrado até B. Onde estão esses dois elos perdidos hehehehe

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                • Strike 23/02/2019 at 18:19

                  Fera, na verdade, não tem nem o ponto A, só o B. E você sabe disso. Por isso nunca encontram o elo perdido. Essa questão toda é só para dizer que Deus não existe, justamente o que você está tentando fazer.

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                  • Sir Scemo 23/02/2019 at 18:32

                    Strike,

                    Eu não estou discutindo a existência de Deus, de verdade. No máximo poderia estar discutindo a existência de coisas materiais como foram descritas na bíblia, universo e homem.

                    Eu não posso discutir a existência de Deus, simplesmente porque ainda que todo o conhecimento científico fosse verdade absoluta, o que não é, ainda assim poderia ter sido um Deus que criou tudo na maneira como descrita pela ciência.

                    Então de forma sincera, o que me parece não é que eu esteja defendendo a inexistência de Deus, mas de que vocês vêem uma ameaça em o mundo físico ser explicado em termos físicos e não metafísicos.

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            • PapiranteSalg 23/02/2019 at 17:59

              Sabia que iria vir mimimi.

              Porque a evolução não é tese, teoria, etc? Porque não cumpre os requisitos para isso. Simples.

              Vou novamente recomendar a leitura do livro Guia Politicamente Incorreto da Ciência. Leia-o. Outro livro que sugiro a leitura: A Caixa Preta de Darwin, Michael Behe. Afirma o cientista no livro:

              “a complexidade das estruturas em nível bioquímico é irredutível, ou seja, não pode ser explicada como resultado da evolução a partir da seleção natural, mas sim como projeto concebido por uma poderosa inteligência; portanto, como design inteligente.”

              Para demonstrar efetivamente que as espécies evoluem, seria antes necessário comprovar que os entes podem operar para além das potências radicadas em suas formas, alterando assim o que os distingue na ordem do ser como circunscritos a uma espécie. Só para começo de conversa.

              Mas há tanta, mais tanta coisa que chega a ser enfadonho…

              Como afirmou D.M.S. Watson, professor Evolução na Universidade de Londres, a evolução não é adotada por ser um fato científico comprovado: “Não porque ela seja provada por evidência logicamente coerente, mas porque a única alternativa a ela, a criação, é claramente inacreditável.”

              Ou como afirmava Arthur Keith, chefe do Departamento de Anatomia do Hospital de Londres e falecido antropologista físico: “A Evolução é não provada e improvável, acreditamos nela porque a única alternativa é a criação, que é impensável.”

              Ou como afirmou George Wald, Prêmio Nobel e professor emérito de biologia da Universidade de Harvard: “Eu não quero acreditar em Deus. Assim, escolho acreditar no que sei ser cientificamente impossível, geração espontânea e evolução.”

              Poderia citar muitos outros ainda. Evolução é apenas desculpa para aqueles que não querem aceitar a existência de Deus.

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              • Sir Scemo 23/02/2019 at 18:16

                Design inteligente, você está atrasado ao menos 50 anos nessa discussão. Sério.

                Para ter evidência para a teoria da evolução você não precisa só olhar para o passado. Existem experimentos olhando a evolução em uma base de tempo que podemos observar. Por exemplo, existe um experimento que há 30 anos vem acompanhando a evolução em de 68.000 gerações de E. coli bacteria. Este número de gerações seria equivalente a 1 milhão de anos de evolução para humanos.

                Vocês estão tratando as coisas come se fossem abstrações, questões filosóficas de metáfica. Não tem nada a ver com isso. Estou falando do mundo físico, e existem evidências para o que é defendido.

                0
              • Sir Scemo 23/02/2019 at 18:45

                Esse George Wald?

                Não me parece que é bem o que você falou. Desse discurso me parece que ele não só acredita em evolução, como vê isso como algo tão natural que o universo deve estar populado de vida como na Terra (segundo ele).

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                • Sir Scemo 23/02/2019 at 18:54

                  Em tempo, achei a citação original. Vem do artigo “The Origin of Life”.

                  “One has only to contemplate the magnitude of this task to concede that the spontaneous generation of a living organism is impossible. Yet here we are — as a result, I believe, of spontaneous generation” George Wald, Harvard University biochemist and Nobel Laureate, 1954

                  Ou seja, ele reconhece o quão impossível parece ser a “geração espontânea”, mas se rende ao fato de que aqui nós estamos.

                  Ele é um defensor da evolução e “geração espontânea” aqui tem um contexto de abiogenese, e não hipótese de “minhocas nascendo da lama”, como já foi defendido no passado, e refutado por meio de testes.

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            • Cesar 23/02/2019 at 18:03

              A grosso modo, bem vulgarmente, faça um sistema de silogismos. Coloque a premissa inicial (dados e conclusões DIRETAS do experimento). Comece então a teorizar (universalizar as conclusões diretas). Perceberá que a cada camada de abstração que você sobe, muitas outras premissas são necessárias e nenhuma delas é amparada pelos dados iniciais. São os “se”. “isso pode ser assim SE isso, SE aquilo, SENÃO aquele outro”. Quanto mais você eleva o degrau da abstração mais elementos hipotéticos são necessários à conclusão em determinado sentido e mais distante das conclusões iniciais “científicas” você fica. Chega um ponto que você basicamente só tem premissas hipotéticas e os seus “dados científicos” já se perderam como agulha no palheiro, submergidos no oceano de hipóteses necessárias. Neste ponto, você está diante de pura conjetura hipotética ou especulação filosófica.

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              • Sir Scemo 23/02/2019 at 18:24

                Meu caro, sua sequência está totalmente equivocada. Ninguém parte de um experimento.

                Parte-se de uma pergunta, à qual se propões uma resposta, por meio de uma hipótese.

                O experimento apenas verifica se a hipótese se confirma experimentalmente.

                Como eu falei, o método é falho pois generaliza uma conclusão a partir de um número limitado de observações. Mas o teor de verdade aumenta por meio da redução do teor de falsidade. Ou seja, cada teste que supera é um teste a menos que pode provar a hipótese falsa.

                Você pediu as evidências, eu apresentei. Se você não está convencido da teoria, você pode propor outra hipótese. Os testes que essa primeira teoria superou até então, vão continuar a serem superados. A sua hipótese, se superar vários testes, talvez gere apenas uma teoria mais abrangente que irá englobar a antiga.

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                • Cesar 23/02/2019 at 18:30

                  Obviamente, antes do experimento vem uma hipótese. Isso é tão óbvio que desnecessário comentar. Vais fazer um experimento para atestar o quê, se não há conjetura hipotética sobre algo na realidade? A questão aqui que quis demonstrar é o percurso que as pessoas percorrem a partir dos dados científicos diretos, já “em mãos”, que é onde começa a jornada das loucuras hipotéticas travestidas “cientificidade”.

                  0
                  • Sir Scemo 23/02/2019 at 18:35

                    Desculpa, uma vez a hipótese atestada, de onde pode vir a “loucuras hipotética”. A loucura hipotérica só pode vir antes. Se testou e passou não é loucura, é hipótese testada.

                    0
                    • Cesar 23/02/2019 at 19:04

                      Cara, você não entende nem do que estou falando. Vamos numa situação hipotética para que entenda: experimento 1 atesta o surgimento de novas raças de cães; experimento 2 atesta a seleção natural em bactérias e outros seres vivos; após várias camadas abstrato as alguém chega com uma teoria que pela modificação de grupos genéticos (raças) e seleção natural um organismo vivo pode originar outra espécie de ser vivo; no fim de mais abstrações alguém afirma que o peixe pode se transformar em homem pelo processo de seleção natural e e modificação de padrões genéticos. Agora faça em casa o exercício do silogismo e verá. Se tiver boa capacidade analítica para fazer ilações passo-a-passo verá a quantidade colossal de premissas hipotéticas não sustentáveis pelos dados concretos iniciais. Isso é uma mensagem exemplo CRASSO como disse, não estou afirmando que a teoria da evolução é essa caricatura grotesca, mas chega quase lá.

                      0
                    • Sir Scemo 23/02/2019 at 19:35

                      Cesar,

                      Para não deixar seu comentário “Cara, você não entende nem do que estou falando. Vamos numa situação hipotética…” sem resposta:

                      Obrigado pela paciência hehe. O que estou falando é que você tem uma hipótese como você falou, “evolução das especíes”. A partir daí eu faço afirmações do tipo.

                      Se minha hipótese de “evolução das especíes” for verdadeira, eu devo conseguir observar:

                      1. Surgimento de novas raças. Então eu vou a campo e verifico isso. Ótimo, desse jeito não podem mais provar que minha hipótese é falsa.

                      2. Mudanças genéticas. Eu vou a campo e confirmo. Ótimo, menos uma forma de provar que estou errado.

                      3. Registros fósseis. Eu vou a campo e confrmo. Ótimo novamente…

                      Então, a teoria não é verdade em si. Mas a probabilidade de ser verdade é alta, pois as formas de prová-la errada estão diminuindo a cada novo experimento.

                      Está aí o valor de uma teoria científica e não são apenas hipóteses loucas que vão se concatenando. Enfim, já discutimos bastante, você deve estar tão cansado quanto eu hehe
                      Obrigado de qualquer forma.

                      1
  • bolha buritis 23/02/2019 at 10:49

    Trazendo de ontem

    Pateta 23/02/2019 at 02:29
    Carcarás,

    AL, por favor reposte durante o dia de sabado pois não devo estar disponivel para entrar … muitas coisas ocorrendo em paralelo.

    ATENTEM … NEM TUDO QUE RELUZ È OURO sad: sad: sad:

    Procurem enxergar além do que mostram…

    Quem se beneficia com uma guerra entre banania e venezuebra?
    O local da disputa pode apontar para o que realmente está em jogo…

    Não tem santo em nenhum dos lados … inclusive nos que tem dado
    “apoio” … quando se recebe algo de graça a conta pode ficar muito mais cara.

    Não tem santo em nenhum dos lados…

    Banania está e estará solitaria, contra interesses de um mundo avido por poder que alguns recursos efetivam, portanto usem a unica arma que temos para quebrar o engodo.

    Deus vult ….

    ====================================

    Ontem na live do Leudo Costa, foi discutido isso . Inclusive no chat, foi postado por alguém falando dos interesses dos EUA e Russia sobre a região. Depois da guerra, os restos do local seriam divididos entre Putin e Trump.

    E ontem de tarde, cheguei a comentar sobre o TRIPLO A ( Andes, Amazônia e Atlântico) Um lugar de interesse mundial que querem tirar do Brasil.

    Fico triste, mas acho que Pateta está certa.

    Que Deus nos proteja.

    2
    • Leonardo M. 23/02/2019 at 11:38

      Não vai existir guerra nenhuma.
      O máximo que vai existir será tensões em fronteira, só!

      Venezuela não tem indústria para sustentar uma guerra acima de 3 dias
      No 4 os soldados já estarão com fome
      Não 5 a munição estará em 10% dos estoques
      No 6 começa deserções por falta de comida
      No 7 dia os motins
      No 8 terão apenas 20% das tropas
      No 9 dia os EUA já destruíram 95% do seu armamento pesado através de bombas inteligentes como os mísseis tomawaks
      No 10 o madura aparece em alguma rua da Venezuela ensanguentado

      2
  • bolha buritis 23/02/2019 at 10:55

    Bobo news mostrando Venezuela, chaos

    0
  • bolha buritis 23/02/2019 at 11:01

    Venezuela ao vivo

    VPI TV En VIVO

    0
  • bolha buritis 23/02/2019 at 11:06

    Mundo em chaos

    LIVE: Yellow Vest protesters march for 15th consecutive weekend

    0
  • bolha buritis 23/02/2019 at 11:21

    Ao vivo mostrando os caminhões parados

    DIRECTO VENEZUELA | GUAIDÓ Y DUQUE dan inicio a la entrega de ayuda humanitaria

    0
    • Joaojr 23/02/2019 at 12:35

      Ótima oportunidade para um esquerdista rosa assumir com os ares de um”Liberator”. Caso o movimento logre êxito, ele (Guaidó) terá uma relevante “licença poética” para inserir as matrizes progressistas mordernas lá. Os alfas da esquerda, num só ato e, às custas de recursos alheios, trocariam um fardo por um cavalo. Já pensou, num futuro próximo, assistir aos agentes da direita serem xingados de “Maduros”?

      Hehe

      1
  • Rodrigo 23/02/2019 at 11:41

    Brasil tem que tomar posição na fronteira.

    0
  • Rodrigo 23/02/2019 at 12:11

    Fui ver o site do outro lado da rua.
    Não comento lá.
    Mas pesando alguns fatos:
    A bolha está murchando mais lentamente do que previamos; crise de desemprego agravando; novos empregos só até 3 salários mínimos; o que está acontecendo?
    Minha opinião é que a manipulação do juros para baixo é a principal causa.
    Juros artificialmente baixos fazem não ser interessante vender patrimônio.

    2
    • Mister.M 23/02/2019 at 14:11

      Infelizmente o “outro lado da rua” virou um monólogo chato, prolixo e esquerdista.

      1
  • Rodrigo 23/02/2019 at 12:14

    Aí fica uma sinuca de bico.
    Ativos físicos caros para a sua rentabilidade.
    Pessoas não vendem porque dinheiro no banco rende pouco e não baixam pelo mesmo motivo.

    3
  • Rodrigo 23/02/2019 at 12:16

    Consequentemente a economia perde dinamismo.
    Renda em queda.
    Ativos se tornando passivos (no sentido financeiro)

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  • Rodrigo 23/02/2019 at 12:17

    Nosso grupo, com boa renda, ficamos parados e olhando, pq mesmo juros baixos são mais interessantes que propriedades supervisionadas.

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  • Rodrigo 23/02/2019 at 12:19

    Não vejo solução ou mesmo para onde isso caminha; também não vejo como tomar posição.
    Parece que só podemos sentar e esperar.

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  • Kurt 23/02/2019 at 12:22

    Soldados venezuelanos deserdando(será?)

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  • windville 23/02/2019 at 12:29

    Boa tarde folks,

    Oremos pela nossa fronteira norte. Minha visão é que estamos sozinhos nessa se estourar alguma coisa lá, e se precisar intervir estou com o O&B! Deus Vult!

    “Pombo ou Falcão?
    Não surpreende que tenhamos uma situação na fronteira com a Venezuela que pode escalar para se tornar um conflito bélico.
    Como isso é novidade para essa geração de brasileiros, a falta de detalhes de como isso será encarado pelo governo, pelos parlamentares ou pela sociedade é grande. Em países que tem engajamentos bélicos frequentes, políticos e sociedade se dividem nitidamente entre os “falcões” e os “pombos da paz”.
    Essa divisão não seguirá necessariamente linhas partidárias e até existe dentro das forças armadas. Certamente surgirá aqui também se a situação evoluir.
    Se o conflito escalar ao ponto de exigir aprovação parlamentar para qualquer ação já adianto que votarei de acordo com a futura turma dos “falcões”.”

    Fonte: https://www.facebook.com/luizphilippebr/

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  • AL 23/02/2019 at 12:42

    Já falei aqui, sonhei, coisa de 2-3 anos atrás com aviões da FAB bombardeando instalações da PDVSA, mas, hoje, não acredito em guerra.

    Sinto uma grande agitação no mundo espiritual, mas os dirigentes não permitirão.

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    • Leonardo M. 23/02/2019 at 16:04

      Não vai ter guerra

      Para existir guerra tem que ter uma indústria forte apoiando a Venezuela.
      No caso seriam Rússia e China, porém estão do outro lado do mundo e só conseguiriam mandar por ar ou mar, que convenhamos poderiam ser facilmente bloqueados.
      Venezuela não produz nem sabonete, quem dirá balas/munição/querosene pra aviões/Tanques/comida para o exército, etc.

      Para o Maduro mandar 100 mil homens pra fonteira da Colômbia + 70 mil homens para a brasileira teria um custo de milhões de dólares por dia.
      Como disse para mandar tem que ser por tanques e caminhões que precisam de diesel/gasolina
      Para manter os homens precisa de comida(quase tudo importado).
      Munição, remédios e roupas todos importados.

      O máximo que o regime venezuelano consegue é matar seu próprio povo.

      Já li em sites confiáveis de aviação como cavok e aéreo.jor.br que a força aérea Venezuelana só tem 3 ou 5 aviões dos SU-30 que compram da Rússia em condições de voo.
      Enquanto um porta aviões americano despachado pra lá teria 80 F-18/35 voando sobre Caracas
      + Os 45 F-5 da força aérea brasileira + os A1 e + os Kfir da FAC.

      E é claro…todo o poderia bélico industrial dos americanos ajudando a Colômbia+Brasil

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  • bolha buritis 23/02/2019 at 13:04

    EN VIVO – Situación de la entrega de la Ayuda Humanitaria para Venezuela

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  • Rodrigo 23/02/2019 at 13:08

    Vai ter guerra civil na Venezuela sim.
    Vai sobrar para o Brasil, seja parte dos confrontos, seja refugiados sim.
    O Brasil tem que se preparar.

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    • bolha buritis 23/02/2019 at 13:11

      Povo lá ta partindo pra cima da guarda.

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  • bolha buritis 23/02/2019 at 13:14

    Divisa com Colombia ao vivo

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  • AL 23/02/2019 at 14:44

    Amigos, boa tarde!

    Esqueci de comentar ontem.

    Caso não tenham reparado, o nosso Ti disponibilizou o modo noturno no site.

    Na versão desktop basta ativar no início da pagina e no.modo móbile abaixo da caixa de postagem.

    Mto obrigado, JP!

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    • Zé do ranho 23/02/2019 at 14:47

      Like!!

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    • lord hope 23/02/2019 at 15:30

      eu sempre usei o modo noturno no site com uma extensão pro firefox, se eu ativar o noturno do site vira modo profundezas?!?!? 🙂

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  • Strike 23/02/2019 at 16:18

    Venezuelanos vão sair de um socialismo para entrar em outro. Estão phodidos!

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  • Mari 23/02/2019 at 16:36
    • Mari 23/02/2019 at 16:36

      ⚡️ #ATENÇÃO Imagens aéreas mostram caminhões com ajuda humanitária pegando fogo.

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  • Mari 23/02/2019 at 16:45

    O discurso de Maduro já passa dos 60 minutos. O rompimento com as relações foi anunciado minutos atrás.
    Em pronunciamento na tarde deste sábado (23), o ditador da Venezuela anunciou retaliações contra o governo colombiano por ajudar transporte da ajuda humanitária.

    O ditador chavista cortou as relações diplomáticas com a Colômbia e ordenou que todos os funcionários da Venezuela abandonem o país vizinho em no máximo 24 horas.

    A medida é uma retaliação ao apoio oferecido pelo presidente colombiano Iván Duque ao plano do líder opositor Juan Guaidó para levar toneladas de ajuda humanitária internacional ao território venezuelano.

    https://renovamidia.com.br/nicolas-maduro-corta-relacoes-diplomaticas-com-a-colombia/?fbclid=IwAR3dRJZUAbzr1WV_drg76QwzcIzawReHh0KZpkgBCCIUtAhzE_Y18eXnnoE

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  • Strike 23/02/2019 at 17:20

    Ha poucos dias eu estava na Av. Paulita e à minha frente caminhavam dois garotos, uma menina e um rapazinho. Deu pra ver que ambos eram bem-nascidos, provavelmente de classe média alta. Ambos com mochilas nas costas e era evidente que se tratavam de universitários, que estavam vindo ou indo para uma boa escola da região. A conversa era sobre o governo do presidente Bolsonaro. Segundo a menina, hoje estamos vivendo sob um governo de semi-ditadura bonapartista burguesa, além de outras bobagens ditas pela menina, sempre na linha esquerdista. O garoto gesticulava a cabeça concordando em tudo. Minha vontade foi de parar os dois e começar um debate, mas tinha compromisso. Se a elite chegou a esse nível de doutrinação, será que ainda há alguma possibilidade de retorno?

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    • Derick 23/02/2019 at 17:27

      O problema maior é o bombardeio planejado há tempos pela esquerda. De manhã, televisão com entretenimento com apresentadores de esquerda, almoço, mais televisão com esquerdistas dando notícias, à tarde mais entretenimento com filmes e novelas esquerdistas, à noite faculdade com professores esquerdistas. Fora isso, tem jovens que recrutam outros jovens nas universidades para espalharem as merdas esquerdistas em cabecinhas férteis. A direita um dia aprenderá a trazer pessoas para o lado da luz usando técnicas mais incisivas como a esquerda faz há anos.

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      • Strike 23/02/2019 at 17:40

        É igual essa questão do STF criminalizando a homofobia. Repare, nunca houve esse problema no Brasil, mas de alguns anos para cá, a imprensa principalmente atraves da Glbo, vem fomentando essa questão, que haveria preconceito, colocando casais nas novelas, etc. Então, de repente, você tem um problema criado, que na verdade nunca existiu. Então entra o STF e o resto da história já sabemos.
        Agora, nesse caso da venezuela, não tem nenhuma organização internacional de direitos humanos prestando qualquer atendimento. Nem a icar se manifesta, cnbb, nada, nem uma notinha sequer do papa sequer, nem uma ordem de caridade da icar, nada.
        Rapaz, quanto mais eu penso e estudo isso, fico cada vez mais chocado com o nível de coordenação e planejamento que eles têm. As ações propriamente ditas nem me impressionam mais, porque já são esperadas, o que me impressiona mesmo é o nível de organização. Então, é óbvio que há um centro coordenador e diretivo de tudo.

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        • Pah 23/02/2019 at 18:34

          É tanta doutrinacao que chega a dar dó dessa geracao nao só
          Liberteens, mas daqueles instruíos que nao querem enchergar o que salta aos olhos.

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    • Nonada 23/02/2019 at 17:42

      Pegam fogo do nada!

      Mídia medíocre!

      Incendiaram os caminhões, Canalhas!

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  • 8º Passageiro 23/02/2019 at 17:54

    Parabéns ao PdQ pelo Texto! Bravo!

    El bigódon maduro já caiu de podre?!

    É inevitável ser kadaffado mesmo.

    Esse vai se borrar muito quando seus esfincteres relaxarem enquanto morre.

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    • Strike 23/02/2019 at 18:02

      Aposto que não vai cair. Pode parecer absurdo, mas o regime ainda tem muito apoio interno da população. Só cai se os militares o derrubarem, mas eu acho que os militares estão receosos justamente pelo apoio que ele tem. Outro problema, quem vai assumir? Esse socialista que se diz presidente estando na Colômbia?

      0
      • 8º Passageiro 23/02/2019 at 18:09

        Pueblo venezueiro se correr do garfo cai no caldeirão.

        Game Over.

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    • Pão de queijo com café 23/02/2019 at 19:16

      Valeu pessoal !!!

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  • ultraje 23/02/2019 at 18:35

    Brasil provavelmente tem muito mais petróleo e gás natural do que reconhece oficialmente.

    Hoje a Petrobrás diz que temos uns 12 bilhões de barris em reservas, mas segundo o estudo desse gráfico abaixo podemos ter mais de 120 bilhões de barris, mais de 10 vezes. Isso só de petróleo, tirando ainda grande quantidade de gás natural.

    Hoje cada país faz estimativa de suas reservas com o critério que quiser. Uns contam as reservas provadas, outros as reservadas provadas possíveis de serem extraídas, outros contam reservas estimadas em futuras descobertas. Brasil e EUA usam reservas provadas. A Venezueira conta com futuras descobertas… Alguns árabes também, tão confiáveis quanto os dados de crescimento da China…

    Se usarmos em todos países os mesmos critérios, Brasil, EUA e Rússia crescem muito, Venezuela cai bastante. Olhem o gráfico:

    https://d1o9e4un86hhpc.cloudfront.net/images/tinymce/2016/Despis1.png

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    • ultraje 23/02/2019 at 18:36
    • ultraje 23/02/2019 at 18:42

      Muito do crescimento da produção de petróleo e gás natural dos EUA se deu por causa do óleo e do gás do xisto.

      Mas o Brasil também tem muito óleo e gás de xisto, só ainda não está extraindo, mas tem muito aqui no aquífero guarani e muito também em volta do rio amazonas, perto da região triplo A… E também no Nordeste e Mato Grosso:

      https://static.financialsense.com/historical/users/u229/images/2013/local-world-shale-reserves.jpg

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    • ultraje 23/02/2019 at 18:48

      E isso só de petróleo, se forem comprovadas essas reservas, dá pra mais de 100 anos na produção atual brasileira.

      Tirando o gás natural que deve ter quantidade igual ou até maior junto no xisto, dando pra mais outros 100 anos de combustível.

      Fora todo o resto que não foi descoberto e/ou divulgado, ouro, diamantes, urânio, grafeno, nióbio e vários outros…

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      • Rodrigo 23/02/2019 at 19:10

        Conhecido meu trabalhou em navio sonda.
        Tem petróleo de Itajaí a vila velha.

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        • Rodrigo 23/02/2019 at 19:13

          Não me admiraria se o Brasil se tornasse a maior reserva de petróleo do mundo.

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    • Sir Scemo 23/02/2019 at 19:58

      Como sou da área vou esclarecer só o conceito. Reserva não é o volume de hidrocarboneto em si, mas o quanto eu consigo recuperar deste volume avaliando aspectos técnicos e econômicos. Daí as classificações que vão refletir os graus de certeza, ou seja, a probabilidade que eu venha a produzir aquele volume que sei que existe. O volume em si que existe também tem algum grau de incerteza, mas essa é outra questão.

      Por exemplo, se o preço do petróleo cai, eu posso perder reserva por a exploração de algum campo deixar de ser economicamente viável.

      A depender de quem certifica a reserva você vai ter critérios para avaliar esses graus probabilidade. E claro, corrupção pode influir na avaliação do certificador.

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      • ultraje 23/02/2019 at 20:22

        Sim, tem as reservas provadas que é um critério e tem dentro das provadas o que é possível ser extraído delas que é outro critério. No caso da segunda, muitas vezes com a tecnologia atual não é possível de se extrair nem a metade do total, fica ou impossível ou economicamente inviável.

        Mas eu li um tempo atrás e não achei agora. Umas startups nos EUA, mesmo país que criou tecnologia para hoje ser possível extrair óleo e gás do xisto, startups deles estão criando tecnologia para extrair esse petróleo restante que hoje não é possível ser extraído nas reservas normais.

        Isso vai aumentar e muito a quantidade de petróleo no mundo, junto com isso tem um monte de país com xisto, um monte de país com petróleo no mar profundo tipo o Brasil tem. E ainda provavelmente tem um monte de petróleo no polo norte e sul.

        Mas mesmo assim uma hora vai acabar e temos já hoje várias formas de energia alternativa pra isso.

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        • Sir Scemo 23/02/2019 at 20:29

          Sim, eu sei. Uns dias atrás comentei com o Kurt sobre isso aqui no blog. O xisto deu uma tremenda sobrevida ao mercado. Só o que foi achado nos EUA corresponde a tudo que produzimos nos últimos 150 anos mais ou menos. Não estava discordando de você.

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          • ultraje 23/02/2019 at 20:49

            Não interpretei como se você estivesse discordando 🙂

            Só quis complementar com aquela nova tecnologia que permite extrair o petróleo que hoje não pode ser extraído, mas as vezes sou meio prolixo mesmo.

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  • bolha buritis 23/02/2019 at 18:57

    MADURO Choca o Mundo – Mandou Queimar Caminhão com Ajuda Humanitária

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    • Rodrigo 23/02/2019 at 19:12

      Quanto a Maduro, mais uma prova de que é louco, e que devemos estar preparados para qualquer coisa…
      Nada é improvável.

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  • Rodrigo 23/02/2019 at 19:15

    Na eleição eu falei que Bolsonaro e sua aliança com Israel e os EUA era um ponto de mudança na geopolítica mundial.
    Vão vendo…

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  • Rodrigo 23/02/2019 at 19:16

    Tenho certeza de que Maduro está se preparando para a guerra

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    • civilizado 23/02/2019 at 20:23

      hoje foi mostrado a força do que o maduro ainda tem…

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  • civilizado 23/02/2019 at 20:22

    POis é…a RF investigando o Flávio Bolsonaro…..no entanto não vejo eles investigarem os filhos do mula por eles terem ficado milionários da noite para o dia…

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  • ultraje 23/02/2019 at 20:46

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  • Strike 23/02/2019 at 21:25

    Engraçado que tem um monte de cientistas atrás do elo perdido. Mas quando não é interessante falar dele, descartam.

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  • PapiranteSalg 23/02/2019 at 22:08

    Ao Sir Scemo:

    só para te responder sobre o assunto lá de cima. Não vou continuar porque como você colocou é preciso muito mais espaço para isso:

    “O ateu não afirma, ele simplesmente não crê. Eu não afirmo que Deus não existe, eu não creio que exista porque me parece pouco provável.”

    Por essa lógica o católico também não afirma, ele simplesmente crê. Eu como católico não afirmo que Deus existe, eu simplesmente creio que exista porque me parece provável.

    Ilógico isso, não faz o menor sentido. Eu creio é uma afirmação. Eu não creio é outra afirmação. Crer ou não crer já é uma afirmação.

    “Existem graus de verdade, ainda que a verdade em si não possa ser conhecida, você pode conhecer “verdades parciais”. Em ciência vemos isso todo o tempo, as teorias novas não anulam as predecessoras, mas sim ampliam o seu espectro de aplicação sem nunca fornecer uma explicação final (verdade em si).”

    Você está apenas confirmando o que eu coloquei:

    “ainda que a verdade em si não possa ser conhecida”

    “sem nunca fornecer uma explicação final (verdade em si).”

    Ou seja, estás confirmando que o conhecimento é impossível porque a verdade é inalcançável. No fim das contas ficamos apenas na “consideração dos fenômenos” como coloquei no começo.

    Vamos lá…

    O que é conhecer? Conhecer é o movimento acidental da potência intelectiva.

    Movimento = mudança. Ao conhecer mudo de um estado inicial de desconhecimento acerca de uma determinada matéria para o conhecimento da mesma. Você deve estranhar o conceito de movimento como mudança, mas isso porque na metafísica há várias categorias de movimentos e o movimento local que é comum na ciência é apenas uma dessas categorias.

    Aqui é um motivo de porque afirmei antes que separar a metafísica da ciência é amputá-la.

    Acidente = Aquilo que existe noutro ser. O conhecimento é acidental porque eu não deixo de ser substancialmente homem por não conhecer.

    Intelecto = Potência para os inteligíveis. Isso porque eu tenho a possibilidade de conhecer.

    Inteligível = o que pode ser conhecido.

    Potência = possibilidades que geram tendências.

    Substância = aquilo que existe em si mesmo.

    Olha quantos conceitos metafísicos apareceram só nessa definição de conhecer…

    Fica claro o absurdo que é quando você afirma que o “método científico não lida sequer com questão metafísica”

    Os conceitos de conhecer, ser, existir, essência, verdade, ato, potência, substância, acidente, matéria, forma, etc, sem os quais não é possível haver o método científico são todos eles conceitos metafísicos apropriados pela ciência.

    “Acho que essa nossa discussão teria que iniciar em questões anteriores relacionadas a realidade, conhecimento”

    É exatamente isso que coloquei desde o começo. A discussão começa na metafísica porque ela é que fundamenta o método científico. Todos os conceitos saem de lá. Você não pode querer que o método científico se valide a si mesmo.

    É a metafísica que inicia o estudo acerca da realidade porque ela se debruça sobre a causa primeira e partindo dela vai abordando a estrutura da realidade que não é somente material.

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    • PapiranteSalg 23/02/2019 at 22:10

      “o movimento local que é comum na ciência é apenas uma dessas categorias.”

      Apenas para corrigir o movimento local que é comum na ciência moderna.

      1
    • Sir Scemo 24/02/2019 at 05:42

      PapiranteSalg,

      Primeiro, eu não quis colocar um ponto final e te negar uma resposta, não acho que você tenha me acusado de algo assim, mas gostaria de reforçar isso. Apenas estava ficando tarde para mim.

      “Por essa lógica o católico também não afirma, ele simplesmente crê. Eu como católico não afirmo que Deus existe, eu simplesmente creio que exista porque me parece provável”

      Você pode crer sem afirmar conhecer, ou crê afirmando conhecer. Por isso eu estava diferenciando o agnóstico do gnóstico no inicio da discussão. Mas eu me limitei ao sentido literal da palavra, então vou recolocar um exemplo para facilitar o entendimento do que quero dizer.

      Não nos conhecemos, e você escreve aqui:

      a. Tenho 3 metros de altura.

      Eu acho improvável que seja verdade, então eu não acredito em sua afirmação. Essa é uma postura de simplesmente atribuir um valor de verdadeiro ou falso à sua afirmação no meu sistema de crenças. Saber, conhecer, se isso é verdade ou não é uma outra questão. Como Platão defende, conhecimento é uma “verdade justificada”.

      Agora se você diz:

      b. Tenho 1.8 metros de altura.

      Eu vou crer em você, ainda que eu continue sem saber (conhecer) se é verdade, já que nunca nos vimos.

      A partir do momento que nos conhecemos em pessoa e eu por exemplo meço sua altura, eu passo a ter uma justificação para minha crença e posso dizer que conheço sua altura, seja ela os improváveis 3 metros que te fazem o maior homem na terra, ou os mais usuais 1.8 metros.

      Você poderia questionar minha escala, e dizer que ela está torta e por isso eu não justifiquei corretamete a minha crença em sua altura. Dizer que eu apenas creio na minha escala. Mas eu uso a escala porque antes eu a calibrei, ou seja, justifiquei a minha crença de que ela está apta a medir. E por aí vamos, regressivamente, até as bases do conhecimento.

      “Ou seja, estás confirmando que o conhecimento é impossível porque a verdade é inalcançável. No fim das contas ficamos apenas na “consideração dos fenômenos” como coloquei no começo.”

      Acho que você que possui a crença de que toda e qualquer verdade pode ser alcançada, na minha opinião é uma crença sua que reflete sua visão de mundo. Eu não digo que conhecimento é impossível. Apenas digo que o metódo científico trata de questões físicas, não busca explicar “o porquê”, mas “o como”. Justificar “como” é mais fácil do que justificar “o porquê”. Daí ser mais fácil conhecimento físico do que metafísico.

      “O que é conhecer? Conhecer é o movimento acidental da potência intelectiva …[] … os conceitos de conhecer, ser, existir, essência, verdade, ato, potência, substância, acidente, matéria, forma, etc, sem os quais não é possível haver o método científico são todos eles conceitos metafísicos apropriados pela ciência.”

      Se você opta por definir os conceitos em termos metafísicos é natural que suas conclusões estejam na metafísica. Mas essa escolha de definição de conceitos foi algo arbitrário seu.

      Eu, por minha vez, poderia definir conhecimento como a adequação da minha crença à realidade dada uma justificação verificável. Percebeu? Espero que minha definição não te pareça absurda por estar deliberadamente limitada ao físico.

      “É a metafísica que inicia o estudo acerca da realidade porque ela se debruça sobre a causa primeira e partindo dela vai abordando a estrutura da realidade que não é somente material”

      Metafísica é a base no sentido de estabelecer as regras do jogo. Uma fundação com um sistema de premissas a partir do qual começamos a jogar. Metafísica não é simplesmente se debruçar sobre uma causa primeira e de lá derivar todo o conhecimento. Hoje metafísica trata de questões que não podem ser tratadas de forma empírica, e por isso eu faço a diferenciação com as ciências naturais.

      0
      • Sir Scemo 24/02/2019 at 07:01

        “Conhecer é o movimento acidental da potência intelectiva” De suas definições o que eu consigo extrair é:

        Conhecimento é “a saída de um estado de desconhecimento, ao identificar em outro ser, uma possibilidade (nova, assumo eu) que em si é capaz de ser percebida”

        Na minha opinião essa definição não relaciona o que eu percebo, ou mesmo consigo imaginar, com o que é real. Conhecimento na minha opinião vai além.

        0
  • Polaco 23/02/2019 at 22:35

    0
  • Kurt 23/02/2019 at 22:57

    Essa é a velha tática da provocação comunista, e depois se vitimizar com a reação.

    Deveriam filmar esses episódios para não haver vitimização posterior, por parte dos soldados de merduro.

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    • Kurt 23/02/2019 at 22:59

      Resposta para Polaco.

      1
  • BananenseNãoPraticante 24/02/2019 at 00:00

    Teste pra fechar o dia de hoje de maneira (des)agradável!

    Adivinhem de quem é o seguinte versinho:

    “Com Satanás fiz meu acordo,

    Ele escreve as partituras e marca o compasso;

    Eu toco e canto a marcha da morte

    Com rapidez e desembaraço.”

    (Retirado de “https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1405)

    Uma dica: em outra ocasião ele escreveu o seguinte:

    “Assim como a mulher deve abandonar o casamento em prol da prostituição geral, o mesmo deve acontecer com o mundo da riqueza, o qual deve abandonar sua relação de casamento exclusivo com a propriedade privada para abraçar uma nova relação de prostituição geral com a coletividade.”

    (Retirado de “https://mises.org.br/Article.aspx?id=1396)

    Mais um versinho dele:

    “Os vapores infernais elevam-se

    E preenchem o meu cérebro

    Até eu enlouquecer e meu coração

    Se transformar dramaticamente.

    Vê esta espada?

    O príncipe das trevas

    Vendeu-a para mim.”

    (Retirado de “https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1405)

    Adivinhou? Não!?

    Mais duas dicas:
    Foi um cara “superdobem”, tinha barbinha meio branca, mas não é o papai noel!
    Seguidores das ideias dele mataram mais de 100 milhões de pessoas!
    Agora ficou fácil acertar!

    3
    • BananenseNãoPraticante 24/02/2019 at 06:54

      Se alguém ainda não acertou, vai a última dica: ele também escreveu sobre Economia (ou pelo menos tentou).

      A reposta está nos seguintes trechos:

      “Um insaciável gastador do dinheiro alheio, Marx seguidamente reclamava de sua escassez de meios financeiros. Ao mesmo tempo em que parasitava Engels, Marx continuamente se queixava com seus amigos de que a generosidade de Engels nunca era o suficiente. Assim, em 1868, Marx reclamou que não conseguiria sobreviver com uma renda anual menor do que £400-£500, uma soma fenomenal quando se considera que os 10% mais ricos da população da Inglaterra naquele período ganhavam uma renda média de apenas £72 por ano. Com efeito, Marx era tão esbanjador que, em 1864, ele rapidamente exauriu uma herança de £824 legada por um discípulo alemão, bem como uma contribuição de £350 dada por Engels naquele mesmo ano.

      Ou seja, Marx conseguiu dilapidar a magnânima quantia de quase £1.200 em dois anos, e, dois anos depois, aceitou outra doação de £210 de Engels para pagar suas recém-acumuladas dívidas. Finalmente, em 1868, Engels vendeu todas as suas ações da fábrica de algodão da família e combinou com Marx uma “pensão” anual de £350 a partir dali. Ainda assim, as seguidas queixas de Marx sobre sua “falta de dinheiro” não diminuíram.[5]”

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  • Pé Vermelho 24/02/2019 at 00:24

    Que debate e troca de ideias tivemos hj aqui!!!

    quero ver o filme quando sair,

    é muita coisa pra assimilar.

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