Bom dia amigos !

Hoje quero compartilhar com vocês, para debate, um texto muito interessante, publicado pelo Instituto Burke.

O texto trata do problema do desmonte da noção de “autoridade”, resgatando para o leitor um pouco da história desse processo.

E também comentando as graves repercussões sociais dessa modificação implantada no Ocidente.

O link para o texto original é o https://www.burkeinstituto.com/blog/filosofia/o-declinio-da-autoridade/.

Espero que gostem !

Bom dia !

 


 

O declínio da autoridade

Cesar Ranquetat

13 de dezembro de 2018

 

Introdução

Não é preciso estar munido de amplos e sofisticados conhecimentos sociológicos para perceber na cultura contemporânea um rechaço pelo princípio da autoridade. Em diversas instituições e âmbitos sociais como a família, a escola e a igreja é notória a crise e o enfraquecimento da autoridade. Todos os dias nos jornais, na televisão, no rádio ou na internet, quando não mesmo em nossa própria experiência cotidiana, tomamos conhecimento de alguma situação concreta que envolve o desrespeito, a ofensa, a insubordinação e a rebelião contra um tipo específico de autoridade. Professores que são agredidos fisicamente ou insultados por alunos, filhos que desafiam os pais, fiéis que se insurgem contra as normas e mandamentos defendidos por sacerdotes, marginais e sociopatas que afrontam policiais, e outros casos similares, atestam de maneira evidente e cabal a insurreição difusa e generalizada contra as autoridades sociais tradicionais.

De algum modo, a crise do princípio e da ideia de autoridade e, portanto, das instituições sociais e culturais que a corporificam é um dos elementos centrais para a compreensão e explicação da crise civilizacional de nosso tempo.

 

A rebelião contra a autoridade

O declínio e a crise da autoridade explicam-se em parte como uma consequência do espírito revolucionário e de ruptura com a tradição, próprio da modernidade. Em uma cultura política secular, igualitária e individualista, própria das sociedades modernas, a erosão da noção de autoridade relaciona-se inextricavelmente com o estabelecimento de uma configuração social e política centrada nos princípios da igualdade e da liberdade individual. Este tipo de organização social alicerça-se na ideia iluminista e racionalista de que são os próprios indivíduos que instituem as normas e valores de convivência, conforme afirma o filósofo político Alain Renaut (2004, p. 47):

Herdada diretamente das teorias do contrato social, aplicada com vigor muito particular pelas revoluções do fim do século XVIII, esta ideia de auto-instituição que está tão presente na cultura das sociedades contemporâneas consiste bem, no seu princípio, em fundamentar a lei na vontade dos homens, logo a subtraí-la tanto quanto possível à autoridade das tradições.

De fato, com a primazia na modernidade política das ideias de igualdade, democracia, liberdade e autonomia individual as autoridades tradicionais são questionadas. Sob certo aspecto, a modernização e seu corolário no campo político, a democracia igualitária, produzem a dessacralização e a crise da ideia de autoridade.

No mundo pré-moderno das sociedades tradicionais a autoridade fundamentava-se em um princípio de ordem transcendente e espiritual. As diversas autoridades sociais tinham uma base religiosa e sacral. Existia nas sociedades arcaicas e nas grandes civilizações do passado um inegável laço entre a autoridade, a tradição e a religião. Com o desenvolvimento do projeto secularizador moderno a autoridade desvincula-se por completo deste fundamento religioso, dessacralizando-se e, deste modo, relativizando-se, perdendo assim força, vitalidade e prestígio. Este processo de desconstrução e desmoronamento da autoridade acelera-se nas sociedades atuais de uma maneira vertiginosa e inquietante com o recuo cada vez mais importante e significativo da religião cristã e do valor da tradição.

As múltiplas e variadas ideologias anti-autoridade que proliferam no mundo contemporâneo, buscam reforçar a ideia de feição libertária, anarquista e neomarxista que retrata todo tipo e forma de autoridade como algo negativo; ou ainda como um mal necessário. De um modo geral, a autoridade é vista como um sinal de coerção física, violência e imposição forçada de valores e modelos de conduta. Equipara-se as autoridades sociais naturais e tradicionais do pai, do professor, do sacerdote, do patrão em uma empresa, do policial, do militar e do magistrado com o autoritarismo, a repressão e outras formas caricatas e estereotipadas de exercício do poder através do uso da força física. Desta maneira, a obediência às autoridades é percebida como algo humilhante e degradante, um ato indigno de submissão cega e irracional.

Uma das características principais das ideologias anti-autoridade é o igualitarismo. Os apóstolos das causas igualitárias, em nome de uma utópica sociedade fraternal e de tonalidades anarquistas, negam e insurgem-se contra as desigualdades naturais e sociais. São refratários e contestam de maneira radical a existência da diversidade de vocações, talentos, competências e inclinações humanas; e, ainda, desaprovam as diferenças de papéis, status e funções sociais. Defendendo o igualitarismo e o nivelamento social, opõem-se ao princípio da hierarquia, pressuposto necessário de qualquer forma de verdadeira autoridade que, cabe ressaltar, está fundamentada em uma relação interpessoal, desigual e, portanto, estabelecida entre um “subordinado”, em uma posição inferior em termos hierárquicos, que reconhece o seu “chefe, o seu superior”. A existência destas hierarquias e distinções incomoda aos propugnadores de ideias igualitárias que, incansavelmente, lutam para destruir as distinções sociais e o que insistentemente denominam de privilégios de classe, gênero e outros de similar natureza. Apagar todas as diferenças entre homens e mulheres, adultos e crianças, pais e filhos, mestres e alunos, patrões e empregados, sacerdotes e leigos, e borrar as fronteiras entre pátrias, religiões e culturas parece ser objetivo final destes agentes do igualitarismo.

Por diversos meios, estratégias e técnicas de engenharia social e comportamental procura-se solapar o princípio da autoridade. Na família, por exemplo, uma tática utilizada pelos corifeus e agentes anti-autoridade é deprimir a autoridade paterna e materna através da introdução nas escolas de disciplinas que envolvam a educação sexual e a ideologia de gênero. Aliás, a promoção dos chamados “direitos sexuais e reprodutivos” é mais um modo de enfraquecer a instituição familiar. Ademais, propagam-se nos centros de ensino teorias e práticas pedagógicas construtivistas, “inclusivas, igualitárias e democratizantes” que minam a autoridade do professor. Procura-se de maneira implícita, indireta e muitas vezes sutil, fomentar, nos mais diversos espaços e instâncias culturais, a permissividade e uma forma anárquica e “primitiva” de liberdade baseada em determinada concepção do homem, conforme assevera o historiador e cientista político Thomas Molnar (1979, p. 53):

[…] os partidários da permissividade confiam tanto em que o ser humano é bom por natureza a ponto de acreditarem que a não interferência na vida das crianças leva automaticamente a bom caminho. Por essa lógica desembocaremos em uma nova sociedade – ou, melhor, uma anti-sociedade – a cada geração ou a mais curtos intervalos, desde que a criança educada permissivamente segue sua própria vontade, pontos de vista e normas, e estes, por definição, não são transferíveis às outras pessoas. Assim, a consequência da permissividade, se lhe dermos curso livre, seria a extinção da sociedade e, em verdade, a anarquia.

Na esfera familiar e educacional, principalmente no processo de formação das crianças e jovens, objetiva-se evitar as proibições e os interditos. Qualquer tipo de exigência mais severa, de disciplina e de regra de conduta mais dura é concebida como um modo de dominação e exploração, um ato “desumano e intolerante” que fere a liberdade das crianças e dos mais jovens. Toda forma de intervenção, orientação e direcionamento, inerente ao papel formador exercido por pais e mestres, é percebida pela intelligentsia progressista como uma “sombra do passado”, um “arcaísmo” baseado em métodos e técnicas pedagógicas antiquadas e obsoletas. Há que se levantar a bandeira de uma educação modernizadora, crítica e emancipadora – declaram os novos pedagogos- que defendem um sistema educativo marcado por relações simétricas e horizontais entre professor e alunos, uma educação inteiramente centrada no aluno, nos seus anseios e desejos e adaptada aos valores do mundo contemporâneo, uma educação libertária e igualitária, não mais centrada na tradição e na autoridade.

Esta atmosfera de fobia, contestação e revolta contra qualquer modo de autoridade intensifica-se e radicaliza-se a partir do fatídico maio de 68 francês, bem como de outras similares rebeliões estudantis que ocorreram na Europa e nos Estados Unidos no final da década de 1960 e começo da década de 1970. Embalados por slogans revolucionários e libertários como: “O agressor não é aquele que se revolta, mas aquele que reprime”, “A anarquia sou eu”, É proibido proibir”, jovens universitários sonharam com a destruição da “opressora e autoritária sociedade burguesa e patriarcal”. Foi este, indubitavelmente, o acontecimento chave, o ponto culminante no processo de relativização e dessacralização das autoridades. Estas insurreições baseavam-se principalmente em vertentes de pensamento como o freudo-marxismo de Herbert Marcuse e Wilhelm Reich, a chamada Escola de Frankfurt e o existencialismo ateu de Sartre que, grosso modo, teciam contundentes críticas a ideia de autoridade. Ela era concebida essencialmente como uma força repressiva que, dentre outros traços, oprime e impede o livre e espontâneo fluxo das forças vitais e das pulsões naturais.

Com efeito, os ideólogos neomarxistas e da esquerda libertária pós-moderna conseguiram difundir em amplos segmentos e forças sociais a ideia de que a autoridade não passa de um modo de relação fundado exclusivamente na dominação, na exploração e no poder. Transmitindo, também, a noção que impregnou-se no imaginário social e na cultura contemporânea, de que toda forma de autoridade é um obstáculo à realização individual, ou melhor, um freio, um entrave que reprime a afirmação e a expressão dos desejos e paixões instintivas dos indivíduos. Fortalece-se assim a visão própria da moderna cultura racionalista e secular de que as virtudes morais e a própria tradição religiosa são fardos de épocas pretéritas, “forças alienantes”, diques que bloqueiam e inibem o florescer de um homem totalmente autônomo e independente. Além disso, acaba por prevalecer um paradigma da vida social e das relações humanas baseado na ideia de conflito. Calcada na noção marxista de luta de classes e na polarização dialética opressores versus oprimidos, esta concepção da sociedade como imenso campo de disputas de toda espécie e, deste modo, permeada por tensões e hostilidades, contamina a percepção que até o homem comum tem da vida em sociedade. Em razão disto, instaura-se na contemporaneidade uma sociedade fundada no ressentimento e na inveja, ou melhor, uma dissociedade da desconfiança e da permanente suspeita para com o próximo. O modelo clássico ancorado na noção aristotélica do homem como animal social, e, por conseguinte, da sociedade como uma expressão da natureza humana e um espaço de cooperação e de relações sociais harmônicas desaparece do horizonte de ideias do establisment midiático e cultural. Além do mais, boa parte da intelectualidade bem-pensante e outros agentes das ideologias anti-autoridade procuraram por todos os meios suscitar conflitos e antagonismo sociais, incentivando “rupturas” e “desmitificações”, gerando como resultado um clima de desestabilização permanente, necessário e útil – diga-se de passagem – à estratégia de construção de uma “hegemonia socialista emancipadora”.

A partir do maio de 68 parisiense, consolida-se uma concepção da liberdade como libertação total dos indivíduos das amarras morais, condicionamentos culturais e laços naturais. De acordo com o jurista e teórico político Miguel Ayuso (2018), estas contestações estudantis se estribam em uma visão voluntarista da liberdade, na medida em que partem do pressuposto ideológico de que a própria ordem natural e a realidade são empecilhos e estorvos à plena realização da vontade, isto é, embaraçam e impedem a concretização de projetos pessoais e “coletivos” baseados nos desejos e nas paixões, em – qualquer desejo – cabe ressaltar. Em suma, a “revolução negativa” de 1968, representa o triunfo do relativismo moral, da “ditadura das paixões” e do irracionalismo. Os valores hedonistas e a ideologia libertária e permissiva, afirmadas com entusiasmo naquelas revoluções culturais estudantis, disseminaram-se por todas as sociedades ocidentais, transformando-se rapidamente no novo paradigma moral e comportamental hegemônico.

Neste cenário de liberdade extrema vigoram os imperativos do ego e dos interesses individuais imediatos; o que o eu narcisista “deseja, quer, decide e almeja” se transmuta em lei social. Toda espécie de ordem moral objetiva é olvidada e combatida como um resquício de época passadas. O que importa, o que é realmente decisivo e crucial é a felicidade pessoal permanente e a qualquer custo, o prazer ininterrupto, o bem-estar material e a satisfação dos instintos.

Ingenuamente ou mesmo maliciosamente os porta-vozes e sequazes das ideologias anti-autoridade acreditam que ao emancipar-se das “velhas e antiquadas” autoridades religiosas, familiares, culturais, jurídicas, militares e políticas os homens estariam aptos a construir uma nova sociedade pacífica, tolerante e sem preconceitos. Surgiria deste modo, um novo homem autônomo e completamente livre do peso das tradições sociais e das ataduras morais.

É, porém, um engodo e um devaneio pensar que, destruídas as autoridades naturais e tradicionais, o reino da paz, da felicidade e igualdade será instaurado. Como elucida a antropóloga e filosofa Chantal Delsol (1994), com o eclipse das legítimas autoridades os seres humanos sentem a necessidade de procurar autoridades substitutas. Autoridades espúrias e falsas em boa parte das situações. Pode acontecer, por exemplo, que um indivíduo abandone uma igreja e deixe então de seguir os mandamentos e conselhos de um sacerdote para obedecer cegamente às instruções e preceitos esdrúxulos de um guru de uma seita da moda. Ou então, um jovem que se rebelando contra seus pais, acaba por aderir a uma organização política radical, acatando e cumprindo com devoção e fanatismo as palavras de ordem do líder revolucionário iluminado. As crianças e os jovens em particular, privados da figura e imagem do pai, procuram frequentemente outros adultos que, de algum modo, cumpram este papel de autoridade a ser imitada e seguida.

A rebelião contra as autoridades e a negação de toda norma, modelo e princípio conduz fatalmente as sociedades modernas e contemporâneas a um clima de confusão, desordem generalizada e injustiça, degradando e aviltando a criatura humana, conforme assevera o filósofo Jean-François Matteí (2001, p. 261):

A tendência profunda do espírito moderno, aquele que sempre nega, diria Goethe, equivale com efeito a destruir a ordem, sempre considerada repressiva, não a partir de uma nova ordem expressiva, mas a partir de uma desordem regressiva. Não é a coluna, como símbolo da ordem do mundo que está destinada ao rebaixamento, e sim o semblante do homem na medida em faz sentido.

 

A autoridade como um bem social e moral

Ora, a autoridade não só é necessária, como é parte constitutiva da condição humana. É, na realidade, um fato positivo que manifesta a natureza social e política do ser humano, sendo deste modo, um bem moral essencial para a estruturação e organização da convivência social. A autoridade, ou melhor, a existência de autoridades sociais, é um dado universal, presente em todas as culturas e épocas. Não há agrupação humana e sociedade ordenada sem a presença de algum tipo de autoridade. É ela um princípio basilar para imprimir nas coletividades humanas um sentido de ordem, unidade e equilíbrio. Acerca disso ressaltam os jusfilósofos Galvão de Souza, Lema Garcia e Teixeira de Carvalho (1998, p. 54):

Demonstram os fatos que é impossível a viabilização da sociedade sem autoridade. As vontades, os esforços, os objetivos, os interesses multivariados e discrepantes dos componentes da sociedade, frustrariam a convivência harmônica e impediriam a consecução do bem comum, se faltasse um elemento unificador e ordenador das partes integrantes do todo.

Uma sociedade desprovida de autoridades está fadada a corromper-se e degradar-se num estado de desordem moral e anomia, em uma guerra hobessiana de todos contra todos, onde vale a lei do mais forte, do mais poderoso; onde prevalece a pura vontade e a tirania dos desejos narcisistas.

O valor moral e cultural da autoridade revela-se em sua própria etimologia. Lembro, seguindo as lições de Hannah Arent (2011), que a palavra autoridade é de origem romana, derivando do latim augere que significa aumentar, desenvolver, fazer crescer. De augere originam-se as palavras auctor e auctoritas, que significam respectivamente autor e autoridade. As autoridades naturais e tradicionais, como por exemplo, as famílias, as igrejas, as forças armadas são forças civilizadoras e disciplinadoras. Em seu estado normal funcionam como uma espécie de escola de bons hábitos e virtudes, transmitindo as novas gerações valores, modos de conduta, atitudes e conhecimentos práticos. De acordo com Thomas Molnar (1979, p. 73): “a autoridade visa à ritualização dos bons hábitos.” Desta maneira, as autoridades são como balizas orientadoras, pontos de referência, fronteiras e limites que demarcam e sinalizam o que é o certo e o que é o errado, o bem e o mal, o verdadeiro e o falso na vida social e nas relações humanas.

Como explica a antropóloga Chantal Delsol (1994), a autoridade é, sobretudo, uma disposição pessoal que, resumidamente, possibilita se fazer obedecer sem empregar a força física. Assim, o “chefe natural” é aquele que é seguido, obedecido, ou seja, suas ordens e mandamentos são acatados sem que ele tenha a necessidade de apelar para a coerção, ameaça ou sanção. A autoridade não precisa estar investida legalmente e formalmente para ser acatada, porque ela está vinculada primordialmente não com a ordem da legalidade, mas com a ordem da legitimidade, visto que a aceitação de um mandamento supõe o reconhecimento por parte daquele que obedece, o qual exclui a necessidade de qualquer espécie de constrangimento. O reconhecimento, o respeito e admiração pela autoridade não repousa unicamente num critério objetivo, função, papel ou status, pois se fundamenta basicamente na percepção de uma superioridade sem definição precisa. A legítima autoridade produz uma impressão positiva, um tipo de simpatia natural, sendo ainda, portadora de um dom e qualidade especial que, muita vezes, escapa por completo à racionalidade técnica e formal. Há em torno das “grandes autoridades”, em especial os chefes e líderes políticos e militares de uma comunidade certo halo de mistério e sacralidade. A identificação e os vínculos sutis entre a autoridade política e o sagrado eram bastante frequentes em sociedades pré-modernas, que, cabe sublinhar, não distinguiam com clareza e precisão a esfera temporal da esfera espiritual.

Além disso, como explica o sociólogo Allan G. Johnson (1997), a autoridade é definida e sustentada pelas normas do sistema social. São então socialmente aprovadas e controladas, fiscalizadas e suportadas pelo próprio ambiente social. É preciso ressaltar que parte significativa das formas de autoridade no mundo atual não está propriamente ligada aos indivíduos, mas às posições e status que eles desempenham e ocupam nos sistemas sociais. Por exemplo: há a tendência natural dos indivíduos em uma dada comunidade de obedecer às ordens de um policial, não por conta das características e qualidades da pessoa que cumpre este papel social, mas porque se aceita e se reconhece o seu poder em determinada esfera de ação. O policial é respeitado pois é uma autoridade legítima formalmente investida para o exercício de uma função. Esta é a forma de autoridade racional-legal conforme a conhecida tipologia de Max Weber, que, vale lembrar, também identificou e caracterizou a autoridade tradicional e a autoridade carismática. A autoridade racional-legal, predominante nas sociedades modernas, baseia-se em normas formais e codificadas.

A antítese da verdadeira autoridade é o arbítrio, o capricho pessoal, a desordem, a anarquia, o despotismo e o totalitarismo. A autêntica autoridade fundamenta-se na busca da ordem e da unidade moral, propiciando o surgimento de um ser humano equilibrado e maduro e de uma sociedade harmônica e virtuosa. É, portanto, uma maneira racional e prudente de ordenar o tecido social.

As verdadeiras autoridades provocam o despertar das potencialidades humanas, são modelos e exemplos de conduta, servindo assim como símbolos inspiradores para os indivíduos em seu processo de desenvolvimento espiritual. Um bom pai, uma boa mãe, um professor dedicado, um patrão honesto, um sacerdote generoso imprimem na alma de seus seguidores e subordinados algo de perene, uma marca indelével que possibilita a edificação de personalidades íntegras, honestas e corajosas.

 

Considerações finais

O colapso da autoridade produz consequências sociais, morais e culturais preocupantes. O aumento da criminalidade e da violência, por exemplo, está intimamente relacionada com a dissolução das instituições e autoridades vinculadas com poder de polícia e judicial do Estado. A degradação moral e cultural, por sua vez, é um efeito da desintegração da autoridade familiar, da fragilização das instituições de ensino e da perda de vitalidade e centralidade das autoridades religiosas.

A liberdade sem limites, o hiper individualismo e o subjetivismo moral que, dentre outros fatores, resultam do rechaço por qualquer norma e princípio superior e do enfraquecimento da noção de autoridade conduz as sociedades a um estado de desintegração e de ruptura dos laços e vínculos sociais. Dissolve o sentido de dever moral, obrigação social e responsabilidade pessoal, criando um ambiente cultural marcado pela atomização dos indivíduos, a massificação e o conformismo.

Ao contrário do que apregoam as ideologias libertárias, anarquistas e neomarxistas, as autoridades sociais naturais e tradicionais não são fundadas na força física, no poder e na mera coerção. As legítimas autoridades ancoram-se em um princípio de ordem moral, em um saber prático, num conhecimento vivido, no prestígio, no mérito e na capacidade de persuasão e de convencimento por meio de atos, gestos, exemplos e palavras. Desta maneira, através de determinadas sugestões e atitudes muitas vezes discretas, as autênticas autoridades buscam obter certos resultados induzindo certos comportamentos e condutas para que se tornem hábitos virtuosos.

É uma terrível e pueril ilusão pensar que os indivíduos serão mais livres e independentes recusando e suprimindo as autoridades naturais e tradicionais. As autoridades sociais – em seu bom funcionamento – são instituições estabilizadoras que criam uma atmosfera de ordem fortalecendo modelos positivos de conduta, incentivando a busca pela excelência, regulando comportamentos e definindo limites, fronteiras e restrições às ambições e aos desejos desmedidos dos indivíduos.

O antagonismo entre autoridade e liberdade, ordem e autonomia pessoal é falso. O indivíduo somente adquire maturidade e uma personalidade forte em um ambiente marcado pela existência de autoridades e instâncias que o auxiliem e o protejam no seu desenvolvimento pessoal. A autoridade é uma barreira protetora das liberdades concretas. A liberdade substancial e verdadeira surge em um ambiente de ordem social e de respeito às leis naturais e as estruturas antropológicas permanentes e universais. O contrário da liberdade ordenada é a libertinagem, a lassidão e a permissividade anárquica que corrói o tecido social e animaliza o ser humano.

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  • NecoCarcara 12/03/2019 at 06:07

    Bom dia

    Ótimo tópico, para ler reler e refletir.

    Basicamente quem se insurge contra as autoridades, também se insurge contra Deus.

    As autoridades são justamente instituídas por Deus. Então que se rebela contra as autoridades e não aceita seu governo, também não vai aceitar o governo de Deus e muito menos os seus ensinamentos. Naturalmente essa pessoa não evolui espiritualmente. E como falamos aqui, no fim pode sofrer uma condenação muito grave.

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  • NecoCarcara 12/03/2019 at 06:08

    Uma boa noticia:

    https://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2019/03/11/novato-admirador-de-trump-chefiara-a-ccj-comissao-mais-relevante-da-camara/

    Conheci ele pessoalmente na campanha, conversamos cerca de meia hora e depois ele falou para um pequeno publico, foi em Cascavel PR.

    Fiquei muito impressionado com a capacidade e o intelecto dele, e com o alinhamento do pensamento de direita. Muito alinhado com tudo o que falamos de direita aqui.

    Para mim uma das melhores noticias dos últimos dias.

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    • BananenseNãoPraticante 12/03/2019 at 07:18

      Ótima notícia!

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    • Sapato Furado 12/03/2019 at 12:48

      O que me deixa puto é toda a adjetivação que eles usam. O cara não tem nome não?
      Quando nomeavam alguém do PC do B, não diziam “admiradora do Kim Jon Un e de Mao Tse Tung assume CCJ” ou “amiga íntima de Fidel Castro assume a presidência tal”.

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      • Sapato Furado 12/03/2019 at 12:49

        Mas quanto a ele, será ótimo para a comissão. Finalmente bons nomes assumindo esses postos, que sonho!

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  • NecoCarcara 12/03/2019 at 06:09

    Mad Max é logo ali:

    https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2019/03/venezuelanos-enfrentam-dificuldades-com-agua-e-comida-por-apagao-exportacao-de-petroleo-e-interrompida.shtml

    Sempre defendi a ideia de morar em um sitio, ou pelo menos em uma casa. Pois em caso de crises graves, algumas coisas são mais simples.

    Graças a Deus que pelo menos por enquanto o perigo do Brasil trilhar este caminho foi afastado. Porem se tivéssemos seguido no governo dos vermelhos, terminaríamos assim como eles.

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  • From_The_Tower 12/03/2019 at 06:58

    Bom dia !
    hoje vai ser mais um dia daqueles.
    A patrulhada de esquerda está em polvorosa com a prisão de 02 suspeito da morte da Marielle Franco.
    Um militar reformado e outro ex-pm.
    Um deles mora no mesmo condomínio na BARRA do presidente Jair Bolsonaro.(dizem)
    kkkk

    Chato ! Chato !

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    • Edu 12/03/2019 at 07:18

      Aff. Já acordei com essa publicação no face da minha prof. esquerdista da facul.

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    • BananenseNãoPraticante 12/03/2019 at 07:20

      O mimimi será infinito. Nada mais que o esperado.

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    • Sapato Furado 12/03/2019 at 12:46

      Todo dia eles tentam sustentar essa narrativa fantasiosa.

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  • BananenseNãoPraticante 12/03/2019 at 07:30

    Trazendo um pouco do ótimo texto do tópico para o nosso dia-a-dia.


    Como fazer com que as crianças escutem

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  • Lutando 12/03/2019 at 07:42

    Marcia Tiburi se autoexilando?

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    • bolha buritis 12/03/2019 at 11:06

      No Francistão.

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    • Sapato Furado 12/03/2019 at 12:43

      Com a ida da Tiburi pro Francistão, o Índice de Mulher Feia caiu 2% na Bolsa de Valores. 😀

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  • Pé Vermelho 12/03/2019 at 08:24

    Vendo essa noticia aqui
    https://exame.abril.com.br/negocios/unico-interessado-grupo-ccr-assume-monotrilho-em-sao-paulo/

    Lembrei do que o fdp do Marcelo Almeida – filho do dono da CCR – falou em rede de radio estadual hj

    primeiro citou foia e estadaum como fonte,
    nao questionou nada do que dizem,
    e disse como verdade seu ponto de vista do governo Mito,
    foi uma mistura de desinformação, com manipulação,
    me deu nojo de ouvir na Radio T isso hj pela manhã.

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  • Sir Scemo 12/03/2019 at 08:47

    Bom dia confrades,

    A necessidade de hieraquia é real. Contudo, a idéia de que ela seja rígida e não possa ser questionada é tão simplória quanto o seu oposto igualitário. As próprias idéias defendidas por uma dada hierarquia mudam no tempo.

    Acho que o problema maior são os direitos sem deveres. Por exemplo, na casa dos meus pais a idéia foi sempre de que “quem come do meu pirão, come do meu cinturão”. A escolha é fácil, não está de acordo com algo? cresça, saia de casa e viva sua vida de forma independente. Na minha opinião, o problema é quem quer negar uma hierarquia sem ser capaz sequer de sobreviver sem ela.

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    • Pé Vermelho 12/03/2019 at 09:29

      Lendo o texto me veio na mente a formação de um time e um técnico,

      imagine 11 jogadores fazendo o que quiserem em campo, sem ordem,
      e o técnico falando ao vento.

      os jogadores podem trocar de time,
      o técnico pode ser mudado,
      mas uma ordem e autoridade é necessária.

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      • Sir Scemo 12/03/2019 at 09:54

        Eu entendi a autoridade não só como a estrutura hierárquica mas também o modelo defendido por ela. O técnico tem legitimidade para organizar estrategicamente o time, e os jogadores estão ali para obedecer. Mas um técnico que só dá bola fora, tem de poder ser questionado de alguma forma.

        Em outras palavras, é preciso uma estrutura hierárquica baseada em competência e que permita reavaliação.

        Além disso, nem toda questão tem uma solução inequívoca. Daí a necessidade de alguma flexibilidade da hierarquia na tomada de decisões. Por exemplo, com qual idade uma pessoa deveria ter acesso a armas para se defender? É fácil excluir a opção de a partir de 100 anos, também é fácil excluir recém-nascidos. Talvez seja possível chegar em um range razoável, mas não há justificação inequívoca para uma idade X. Acho que a maior parte dos conflitos com autoridades são a partir de questões não binárias.

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        • Pé Vermelho 12/03/2019 at 11:12

          To contigo!

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  • Pé Vermelho 12/03/2019 at 09:53

    Tem hora que penso que eles não tem noção do que fazem,
    atiram no próprio pé,
    fazem mais propaganda que os próprios participantes.

    Sim podem existir exageros,
    mas o texto detalha até bem o movimento e está mostrando caminhos que homens e até algumas mulheres que não gostam do sistema atual se informarem e buscarem um novo ponto de vista.
    No BR temos sim, com mais discrição esse movimento de questionamentos.

    curioso é a irma do facebook estar nisso.

    ahh citou nazismo ja sabe né! perdeu! kkkk

    https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2019/03/12/o-que-a-irma-de-zuckerberg-descobriu-sobre-o-machismo-online.htm

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  • bolha buritis 12/03/2019 at 11:06

    FIRST sem autoridade.

    Bom dia !!!

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  • Médico investidor 12/03/2019 at 11:08

    Opa, uma dúvida aqui pra quem opera mini contratos… Posso compensar as perdas em mini dólar no mini índice para apurar imposto de renda?

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  • Zé do Faz 12/03/2019 at 11:31

    “Viver de especulação diária é quase impossível, mas tem cada vez mais brasileiros fazendo isso.
    A verdade é que pouquíssimos conseguem lucrar com o day trade e pior: quanto mais tempo tentam, mas prejuízo têm”
    Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/economia/viver-de-especulacao-diaria-e-quase-impossivel-mas-tem-cada-vez-mais-brasileiros-fazendo-isso-8e1hurljjytxv4imkt3c1lmfh/

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    • Médico investidor 12/03/2019 at 11:34

      Eh igual loteria: só coloco dinheiro que eu possa perder. Nunca que eu operaria com dinheiro grande. Só acho bem divertido

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    • Necocarcara 12/03/2019 at 12:01

      A questão é que o povo não sabe o que fazer. Quem tem um pouco de recurso não sabe que negócio montar para pelo menos empatar.
      No Brasil de hoje, abrir uma empresa é tão arriscado, ou mais arriscado do que operar no mercado financeiro, só que as pessoas não entenderam isso ainda.

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    • Sapato Furado 12/03/2019 at 12:42

      Alguns são peixe-piloto e conseguem comer as sobras dos movimentos dos tubarões, mas para a sardinha, nada resta senão ser devorada.

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    • Bobolha 12/03/2019 at 15:35

      Redes Mesh estão aí para contornar essa situação.

      Só que eles não compreenderam (isso considerando que socialista compreende alguma coisa), que a economia depende enormemente da Internet. Sem ela, o prejuízo será infinitamente maior. E sem dinheiro amigos, não há revolução. O ponto de não retorno já foi passado.

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    • Pé Vermelho 12/03/2019 at 15:36

      Desculpa, mas eu ri.

      Só faltou um detalhe na reportagem,
      fala do que aparece na decisão,
      mas não citam especificamente os argumentos que as 3 JUIZAS usaram para arquivar o processo.
      Se foi chulo é outra questão,
      mas isso está mais distorcido que a espingarda do mazaropi.

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  • Pão de queijo com café 12/03/2019 at 12:58

    Na real é uma imoralidade dentro da outra…

    Maridão é juiz (soça é claro) no RJ…

    Maridão consegue dois anos de licença REMUNERADA pra “estudar” em Paris…

    Márcia inventa esse papo de exílio…

    Cadê o Evandro? Kkkkkkkkkkkkkkkk

    Lutando
    Marcia Tiburi se autoexilando?

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    • Sapato Furado 12/03/2019 at 13:00

      Sim, vão mamar nas tetas, brincar de “exílio” e ainda angariar idiotas úteis e jornalistas comunas vendidos para propagar a história.
      É um verdadeiro deboche.

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      • Pão de queijo com café 12/03/2019 at 13:01

        E ainda vai integrar a narrativa do golpe…

        A gente pagando, é claro…

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  • Pajé 12/03/2019 at 13:11

    Sobre o tópico.
    O declínio da autoridade é um fato, mas é preciso pesar bem a culpa da própria autoridade.
    No caso dos pais, por exemplo: muitas vezes em que estive na casa da minha irmã, eu a vi de manhã limpando o quarto das filhas adolescentes, arrumando camas desfeitas e catando roupas jogadas nos cantos. Que tipo de autoridade ela está impondo às filhas? Que tipo de adultas elas serão? Espero que não se tornem um caso assustador como a jovem deste vídeo que eu postei, e que me leva a um segundo exemplo do declínio de autoridade, os policiais.
    A culpa desse declínio não é dos policiais, claro, mas da Justiça brasileira, que atua quase sempre do lado da bandidagem. Muitos marginais e sociopatas que afrontam a polícia (como faz a moça do vídeo), agem assim porque sabem que estarão soltos no dia seguinte. A explicação final do soldado Pessuti é perfeita e, como foi feita antes da eleição, espero que tenha contribuído para dar muitos votos a Bolsonaro.

    0
  • Leonardo M. 12/03/2019 at 13:28

    Jeanus Willis já dizendo que o assassino da Mariele foi a mando de Bolsonaro só pq o presidente tem casa.onde o assassino mora também

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  • Sapato Furado 12/03/2019 at 13:33

    Eurico Miranda morreu?
    O cara era salafrário, mas nunca vou esquecer daquele jogo do Vasco e São Caetano, com o logotipo do SBT estampado nas camisetas. kkk

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    • bolha buritis 12/03/2019 at 13:36

      Senor Abravanel é muito inteligente também, kkkkkkkkkkkk

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      • Pajé 12/03/2019 at 13:43

        Perdi meu motivo para torcer contra o Vasco.

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  • bolha buritis 12/03/2019 at 13:45

    Assassino de Marielle era vizinho do Bolsonaro?

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  • BananenseNãoPraticante 12/03/2019 at 13:55


    O declínio e a crise da autoridade explicam-se em parte como uma consequência do espírito revolucionário e de ruptura com a tradição, próprio da modernidade. Em uma cultura política secular, igualitária e individualista, própria das sociedades modernas, a erosão da noção de autoridade relaciona-se inextricavelmente com o estabelecimento de uma configuração social e política centrada nos princípios da igualdade e da liberdade individual. Este tipo de organização social alicerça-se na ideia iluminista e racionalista de que são os próprios indivíduos que instituem as normas e valores de convivência, conforme afirma o filósofo político Alain Renaut (2004, p. 47):
    …”

    É impressionante como toda degeneração social que vemos hoje encontra fundamentação nas idéias iluministas.

    Não por acaso todos os ataques se originam especialmente contra aquela que já foi considerada “a filha preferida da Igreja” (França).

    Desde a fundação das grandes abadias francesas da Borgonha e seu apogeu, São Hugo, São Bernardo de Claraval entre outros, moldaram o período medieval e conseguiram alcançar o progresso que culminou na criação de Estados Nações, a descoberta do resto do mundo e a expansão da fé e cultura judaico cristã até os confins do planeta.

    Só que a partir de uma fundamentação nas ideiais da revolução francesa, os ataques contra esse progresso passaram a ser em absolutamente todas as áreas. E chegaram ao auge no nosso tempo!

    O conceito de Estado Nacional, por exemplo, foi moldado naquela época das abadias, sendo Portugal o filho mais velho de tais ideiais, ppis foi o primeiro país com características do Estado moderno. Hoje tal modelo é atacado pelo globalismo!

    O cristianismo foi revolucionário (e ainda é) porque nele todos os homens são filhos de Deus. Todos têm os mesmos direitos de filhos! Em última análise é isto que querem destruir!

    Para isso precisam destruir toda filosofia, princípios, dogmas etc. que foram construídos a partir do povo judeu e aprimorados com o cristianismo.

    Eles lutam contra isso desde sempre, tendo a partir da revolução francesa a estruturação científica para atingir o seu fim de maneira, digamos, mais profissional.

    O comunismo teve origem a partir de conceitos iluministas. Baseado principalmente na negação de direitos naturais do homem fundamentados em uma lei divina.

    E com o comunismo atingiram o máximo sucesso no seu intento destruidor. Uma fabulosa máquina assassina com números de mortos passando da centena de milhão e ainda hoje uma ameaça real de extermínio de toda a humanidade.

    Os ataques não cessam, o marxismo cultural estendeu ramificação em absolutamente todas as áreas de atividades humanas, especialmente no seio das igrejas, das famílias e da política – as destruindo de dentro pra fora!

    A origem da fundamentação científica do mal está no iluminismo e na Revolução Francesa. Tudo isso foi “turbinado” no movimento de maio 1968 de “renovação” de valores ocorrido, não por acaso, em Paris.

    O golpe de misericórdia está sendo dado no início deste milênio com a famigerada união européia e a tomada da França – filha predileta -, e outros Estados pelo islã.

    Será o fim da viga mestra do mundo que conhecemos. E provavelmente ainda estaremos vivos pra testemunharmos isso.

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  • From_The_Tower 12/03/2019 at 14:21

    HELL sendo HELL !
    kkk

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    • Pajé 12/03/2019 at 14:44

      kkkkkkkkk

      Como dizia meu pai: “O pior da pobreza não é a falta de dinheiro, é ter que conviver com pobre.”

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      • From_The_Tower 12/03/2019 at 14:46

        Frase típica de um ixxpertu ” É muito esculacho!”
        😉

        0
  • AL 12/03/2019 at 14:58

    A Sernambetiba é endereço de um monte de pilantras e deve ter mais no condomínio do mito. E daí?

    Metade da PMERJ tem foto com o Jair. Caguei .

    Agora aquela thread marota que põe geral na praça e conta a verdade.

    Tô nem aí, se me pertubarem falo mais.

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    • bolha buritis 12/03/2019 at 15:05

      E aí AL, eles vão falar a verdade ou a verdade é muito poderosa e importante pra ser contada ?

      Qual sua opinião !!!

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      • bolha buritis 12/03/2019 at 15:13

        Se bem que lendo tudo, você já da uma luz.

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        • Pão de queijo com café 12/03/2019 at 15:22

          Confesso que tou meio boiando

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          • bolha buritis 12/03/2019 at 15:30

            Grandões intocáveis estão envolvidos, mas querem culpar Bolsonaro.

            Falando nisso, quem mandou matar Bolsonaro ?

            Os mesmos ?

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            • bolha buritis 12/03/2019 at 15:31

              Observe partidos, organizações empresariais. Leia várias vezes que você vai pescar alguma coisa.

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          • Sapato Furado 12/03/2019 at 15:31

            O Freixo tem foto com bicheiros, traficantes e seria bem conveniente para a esquerda contratar um miliciano para fazer esse trabalho sujo de matar a mulher.
            Agora se esse cabra tem a ver de fato com o caso, ele que delate quem mandou (com provas, logicamente).

            Uma coisa é certa: não faz sentido algum um candidato a Presidente ter interesse na morte de uma vereadora insignificante que ninguém de fora da capital do RJ sabia quem era. Agora para quem está dentro da organização criminosa chamada PSOL, podem ter MUITOS interesses em jogo em trocar uma peça pela outra, ou mesmo matar para criar um false flag.

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            • Alfinete da bolha 12/03/2019 at 15:36

              Hipótese:
              alguém do PSOL achou que Marielle deveria morrer.
              Esse alguém do PSOL precisava de um matador de aluguel.
              Esse alguém do PSOL mandou outro alguém encontrar um matador sem ligações diretas com a esquerda.
              Esse outro alguém encontra um matador que mora perto do candidato de direita favorito nas pesquisas.
              Ótimo para construir a narrativa.

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              • Sapato Furado 12/03/2019 at 15:40

                Sim, essa hipótese é muito mais sensata do que a narrativa que eles tentam emplacar. Até a própria imprensa sabe que nada tem a ver, mas eles vão querer “arruinar” a todo custo… tudo é motivo para enfraquecer Bolsonaro.
                Eu penso que essa sua hipótese é a mais plausível… se o PSOL nada tem a ver, a única outra hipótese seria um “acerto de contas” dela com traficantes (o que talvez não fosse o caso também, já que chamaria a atenção demais para os “negócios do morro”).

                0
              • bolha buritis 12/03/2019 at 15:40

                Acho que é por aí.

                Lembram que na época falaram que ela estava se aproximando de pessoas de uma favela rival ?

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            • MND 12/03/2019 at 16:01

              BINGO!

              O que o Bolsonaro ganharia com a morte dela? Qual interesse ele poderia ter nisso?

              Quem respondeu “nada e nenhum”, acertou. É uma hipótese tão absurda quanto considerar que o céu é verde…

              Por outro lado, essa hipótese interessa e muito para a esquerda e seus comparsas na extrema-imprensa, pois ao mesmo tempo que acoberta a verdade, ainda serve para a narrativa de “Bolsonaro mau” que eles tanto tentam pregar.

              Isso jornalitantes, continuem assim. Fiquem cada vez mais descolados da realidade, cada vez mais inventem tramas mirabolantes e sem pé nem cabeça, tudo em nome de reforçar a narrativa que lhes é tão cara. Continuem, não mudem, pelo contrário, dobrem a meta. Assim ficará cada vez mais claro para o povo o seu verdadeiro propósito. Ficará cada vez mais claro que o único e primordial objetivo de vocês não é informar a verdade, e sim doutrinar de acordo com a narrativa.

              Extrema-imprensa: inimiga número 1 do povo.

              6
  • Pajé 12/03/2019 at 15:51

    Para quem sabe ler, um pingo é letra.
    Em obituários jornalísticos, polêmico é quase sempre eufemismo para bandido ou, no mínimo, mau-caráter.
    Como no extra.globo.com: “Morre Eurico Miranda, polêmico presidente do Vasco”.

    0
  • MND 12/03/2019 at 16:02

    E se o Maduro é apenas um fantoche?

    Mais gente fazendo a mesma pergunta:

    0
  • MND 12/03/2019 at 16:07

    Mensagem (aberta) de Q para Snowden:

    “https://twitter.com/snowden/status/997271424590143488?lang=en📁
    Banking on HRC to win?
    You never thought she would lose.
    Banking on BRENNAN to bring you home?
    You never expected a new DIR to be appointed.
    Agency rogue elements still in control of OP?
    No.
    GINA (EX_UK_DIV_) open attacks?
    [3uD_hq]
    WHAT DO YOU HAVE LEFT TO SELL TO RUSSIA TO RETAIN YOUR SAFETY AND SECURITY?
    WELCOME HOME, @SNOWDEN.
    Q

    Sinto que algo será revelado em breve… 😉

    3
  • Pajé 12/03/2019 at 16:20

    Há sempre uma única explicação de Maduro para cada nova catástrofe causada pelo seu governo: culpa nos americanos. Nem tenta ser original, o cabrón.
    Se tiver diarreia, dirá que os americanos puseram laxante na sua empanada.

    0
  • MND 12/03/2019 at 17:08

    Mais Q:

    >Decide for yourself (be free from outside opinion).
    >Decide for yourself (be objective in your conclusions).
    >Decide for yourself (be true in your own beliefs).
    >Decide for yourself (be open to following the facts).
    >Decide for yourself (be strong in defending your beliefs).
    >Decide for yourself (be resistant to blindly accepting fact-less statements).
    >Decide for yourself (be free)
    Those who attack you.
    Those who mock you.
    Those who cull you.
    Those who control you.
    Those who label you.
    Do they represent you?
    Or, do they represent themselves (in some form)?
    Mental Enslavement.
    The Great Awakening (‘Freedom of Thought’), was designed and created not only as a backchannel to the public (away from the longstanding ‘mind’ control of the corrupt & heavily biased media) to endure future events through transparency and regeneration of individual thought (breaking the chains of ‘group-think’), but, more importantly, aid in the construction of a vehicle (a ‘ship’) that provides the scattered (‘free thinkers’) with a ‘starter’ new social-networking platform which allows for freedom of thought, expression, and patriotism or national pride (the feeling of love, devotion and sense of attachment to a homeland and alliance with other citizens who share the same sentiment).
    When ‘non-dogmatic’ information becomes FREE & TRANSPARENT it becomes a threat to those who attempt to control the narrative and/or the stable.
    When you are awake, you stand on the outside of the stable (‘group-think’ collective), and have ‘free thought’.
    “Free thought” is a philosophical viewpoint which holds that positions regarding truth should be formed on the basis of logic, reason, and empiricism, rather than authority, tradition, revelation, or dogma.
    When you are awake, you are able to clearly see.
    The choice is yours, and yours alone.
    Trust and put faith in yourself.
    You are not alone and you are not in the minority.
    Difficult truths will soon see the light of day.
    WWG1WGA!!!
    Q

    https://qmap.pub/read/3038

    4
    • MND 12/03/2019 at 17:28

      Chamadas na lateral para outras matérias:

      – Laryssa Ayres, de ‘O sétimo guardião’, curte carnaval com a namorada, a atriz Maria Maya

      – Irmã do humorista Paulo Gustavo posa com a namorada atriz

      – Hugo Bonemer ganha chamego do namorado ator em Fortaleza

      Perceberam o padrão?

      Não perceberam? Leiam de novo.

      Perceberam agora?

      Tentativa de saturar as mentes com a narrativa das agendas? Imagina…. Isso é TdC….

      3
  • bolha buritis 12/03/2019 at 17:33

    VENEZUELA – Estados Unidos Prepara Intervenção Militar – VAI Começar Bloqueio Pelo Mar

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  • Pão de queijo com café 12/03/2019 at 19:01

    Meus dois tostões sobre o caso Maryelly:

    Há muito tempo eu não via o caso de alguém que, morto, valesse várias vezes mais do que vivo…

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    • Alfinete da bolha 12/03/2019 at 20:06

      Só mostra que ela não valia nada mesmo.

      3
  • Necocarcara 12/03/2019 at 19:46

    Do mesmo jeito que postei no ano passado que neste verão o risco de alagamentos seria muito alto em todo o país nas áreas sujeitas a alagamentos, digo que no inverno vai fazer muito frio nas áreas sujeitas a frio. Onde formava geada nós anos 50 vai ter geada forte novamente, onde já caiu neve, vai cair de novo.
    No centro sul vamos ter alguns dias bem frios. Digo isso comparando as temperaturas das montanhas dos últimos 3 anos. Está sendo um verão mais frio em vários pontos.
    Não sou cientista, apenas observador.

    1
    • Rodrigo 12/03/2019 at 21:07

      Rio Grande do Sul já está em clima de inverno.
      Noites frias, tempo nublado, chuvas moderadas e constantes; as de verão São pancadões fortes mas curtos.

      0
  • MND 12/03/2019 at 20:31

    O que dizem dessa foto do “presidente paralelo”?

    https://goo.gl/images/Nq1osD

    0
  • AL 12/03/2019 at 22:25

    Boa noite, amigos!

    Respondendo alguma perguntas.

    Marielle era aspirante a nova Freixo.

    Iria “combater” milícias, favorecendo seus financiadores do tráfico e com isso ganhando notoriedade.

    Maridlle foi se meter com as milícias que estavam fazendo grilagem de terra da Zona Oeste, a idiota meteu a mão no vespeiro que mais lava grana das milicias, e politicos milicianos, hoje.

    A idiota ambiciosa foi com muita sede ao pote que não deveria. Os capos se reuniram e a sentença estava dada, Marielle tem que morrer, e com anuência de gente do seu próprio partido.

    Contrataram o cara que era o último entre melhores os melhores dos Cavalos Corredores.

    Marielle morreu, o estardalhaço foi feito para não chamar atenção para toda a estrutura que descrevi na thread e acusar Bolsonaro apenas atende aos interesses de manter as pessoas distraídas diante do narco eatado e ao mesmo tempo atqcar Bsonaro.

    Marielle não era ninguém, nem aqui no Rio era conhecida. Morreu e a investigação não deveria dar em nada, escondendo o esquema e rendendo eternamente a narrativa de morta politica

    Eles só não contavam com uma coisa. Bolsonaro ser eleito e Moro ser Ministro, as investigações agora vão revelar tudo.

    O sistema está fudido.

    22
  • MND 12/03/2019 at 22:29

    Escândalo de admissão nas faculdades americanas, onde pais “afluentes” pagavam propinas para terem as notas dos testes de entrada (equivalente ao vestibular) manipuladas em favor de seus filhos.

    Só a ponta do iceberg.

    https://breaking911.com/college-admissions-scandal-actresses-business-leaders-and-other-wealthy-parents-charged/

    2
  • AL 12/03/2019 at 23:26

    E ainda estamos na metade.do.primeiro mandato do Trump.

    Imagonem tudo que será revelado .8 anos…

    4
  • Pah 13/03/2019 at 01:13

    Grande AL vc nao teceu nenhum comentario sobre Velezx lavajato MECx Tozix Roquetti!!
    *Por onde anda o Grande Cupincha?

    0
  • Nonada 13/03/2019 at 02:14

    É como diz o ditado: “Peixe morre pela boca”.

    Calar opositores pelos processos judiciais é uma estratégia das mais bem articuladas.

    Criam-se motes, deixam falar. Criam-se mentiras e tiram do sério para então fisgar pela boca.

    E lá se foi por processo judicial o corajoso falador.

    E assim… o mineirinho aprendeu que é muito melhor comer quieto. Né?

    0
    • Nonada 13/03/2019 at 02:17

      Boca de Siri, Mermão!

      0
  • Enoch Root 13/03/2019 at 03:16

    Tinha de compartilhar: https://dilbert.com/strip/2019-03-10

    O Dilbert entendeu tudo…

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